15/12/2018

Porque sorrir não pode, nunca, ser algo arbitrário. A vontade de sorrir deve vir de dentro. De preferência, da alma.
Porque sorrir não deve, nunca, acontecer por obrigação. O ato de sorrir deve vir da vontade. De dentro. Da alma.
Porque sorrir quase nunca é natural. Apenas sorrimos.
Porque sorrir é reflexo. Porque sorrimos pra encobrir tristezas. Porque nosso riso é necessario.
Então... Quando der vontade... E vier de dentro... Sorria!
Quando seu coração pedir, sorria.
Ninguém, absolutamente ninguém, precisa entender. Apenas, sorria.
E que seu riso seja frouxo, contagiante, e transborde seu eu mais profundo.
Sorria.
Smile!

Leca - 15/12/18 (ouvindo um sax tocando Smile - na imaginação)


17/11/2018

Sabe quando não pensamos em como atos simples do nosso cotidiano podem fazer uma diferença enorme em nossa vida se forem suprimidos? Sabe quando fazemos algo de forma quase mecânica, todos os dias, e nem nos damos conta em como tudo aquilo pode ser vital?

Então pense em quando você tem uma cólica abdominal, também conhecida como "dor de barriga", e precisa ir ao banheiro evacuar. Você para pra pensar "olha, uma cólica! Vou parar agora o que estou fazendo, vou ao banheiro, sentar no vaso tranquilamente, vou evacuar, me limpar, esguichar um desodorizador no ar, lavar as mãos e voltar ao que estava fazendo antes da cólica aparecer"? A maioria responderá que não, que isso é bem automático no cotidiano.

Agora vamos mudar a forma de pensar. Imagine as seguintes condições:

- Você precisou retirar parte do seu intestino e agora ele não termina no ânus, mas na sua barriga; (*)
- Você sente essa cólica abdominal mas não possui esfíncter anal (músculo que contrai no ânus e permite que você tenha tempo de encontrar um vaso sanitário para evacuar);
- Como você não possui mais o esfíncter anal, as fezes sairão pela sua barriga sem você poder controlar e esperar chegar até um banheiro;
- Para não se sujar, você precisa usar um dispositivo colado na sua barriga, junto ao pedaço do seu intestino que está exteriorizado ali;
- Esse dispositivo permite que as fezes fiquem condicionadas ali até você conseguir um banheiro para descartá-las;
- Enquanto você não consegue ir ao banheiro, esse dispositivo faz volume, enche de gases, e corre o risco de descolar da sua barriga;
- Ao chegar até o banheiro você precisa esvaziar o dispositivo, deixando que as fezes caiam no vaso sanitário, mas você precisa também lavar esse dispositivo, ao menos um pouco, e nem sempre banheiros públicos permitem essa higienização;
- Esse dispositivo, se não descolar por motivos diversos, costuma ficar bem aderido na sua barriga entre 3 a 5 dias, quando você precisa fazer a troca, descartando o usado;
- E esse dispositivo custa caro, e nem sempre o SUS fornece a quantidade necessária e o tipo ideal para a sua pele, fazendo com que você tenha gastos extras, além de algumas complicações dermatológicas.

Todos esses itens acima fazem parte da vida de uma pessoa ostomizada, que precisa esvaziar e limpar esse dispositivo várias vezes ao dia. E para melhor compreensão:

- O pedaço do intestino que foi exteriorizado na barriga chama-se "estoma".
- Quem tem um estoma abdominal, é um estomizado, ou ostomizado (as duas nomenclaturas são aceitas).
- O dispositivo colado na barriga é chamado de Bolsa de Ostomia.
- Sem a bolsa de ostomia, o ostomizado não teria vida social e nem pele saudável ao redor do estoma, pois as fezes são ácidas e deixariam essa pele machucada. Em várias ocasiões, com feridas doloridas.

Essa é a realidade do dia a dia de um ostomizado. Claro que várias particularidades foram suprimidas aqui, pois o objetivo é apenas mostrar que uma pessoa ostomizada passa por diversas dificuldades, mas uma pessoa ostomizada continua sendo uma pessoa. Uma pessoa com anseios, com dificuldades, com alegrias, com prazeres, com objetivos, com histórias, com tristezas, com esperanças. Uma pessoa ostomizada é uma pessoa normal, que mudou a forma de evacuar, e que, na maioria dos casos, foi o que possibilitou uma continuidade de vida dentro da vida que levava antes.


O ostomizado é enquadrado hoje como deficiente físico (Decreto 5.296/2004, artigo 5º) e isso é uma conquista que merece ser respeitada, pois o ostomizado ainda é alvo de chacotas e discriminação.

Hoje, 16 de novembro, é o Dia Nacional dos Ostomizados, assim definido pela Lei 11.506/2007. Hoje, como qualquer outro dia, é dia de celebrar a vida e a qualidade de vida gerada pela ostomia.

Seja solidário, seja companheiro, seja empático. Qualquer pessoa, seja você, alguém da sua família ou algum amigo pode precisar de uma ostomia amanhã. Em qualquer situação, ostomizado ou não, celebre junto aos outros a vida, sempre a vida.

Leca Castro - 16/11/18

(*) vários são os tipos de ostomia. Acima foi citado um tipo, o de desvio intestinal, apenas para ilustrar.

Sou Enfermeira, ostomizada definitiva desde 2006 e autora do livro "Registros de uma CROHNista. Este texto foi originalmente publicado em http://alemdii.org.br

09/11/2018

Poucas pessoas entendem as gotas de alegria que a vida nos oferece, tampouco as tempestades de tristezas que nos pegam de surpresa e nos encharcam.

Por isso é bom chorar na chuva ou embaixo do chuveiro, porque assim também chovemos por dentro.

Leca - 09/11/18

30/12/2016



Todo fim de ano é a mesma coisa... Cansaço!

Principalmente de pessoas. 

Pessoas que fazem discurso o ano todo e na prática, nem chegam perto do que pregam.

Pessoas que usam palavras em vão, porque desconhecem o real significado, como: amor, família, amizade.

Pessoas que não descem do muro.

Pessoas que prometem, prometem, prometem.

Pessoas que não valorizam. 

Pessoas que desconhecem significado de compaixão e gratidão.

Pessoas egoístas.

Pessoas.

Se você leu até aqui deve ter achado esse pequeno texto cheio de rancor e mágoa. Mas afirmo que não. Só tristeza, desolação, cansaço. De verdade.

Não é por ser fim de ano e começo de outro que as coisas mudam. As coisas só mudam quando as pessoas mudam de atitude. 



31 de dezembro sempre vai existir, ano pós ano. Oportunidades, não.

Agradeço por muita coisa, só não preciso expor isso. Agradeço a Deus através de preces e sentimentos bons em relação aos outros, que por sua vez, me motivam a agir também em relação aos outros. Teoricamente isso volta pra mim.

Filosoficamente, ainda acredito na prática do conhece-te a ti mesmo. Quando aprendo a me conhecer, sei das minhas fragilidades e aprendo a respeitar as fragilidades do outro.

E ainda falando de filosofia e pra encerrar textão/desabafo, deixo pra vocês a lembrança de Sócrates e seus três crivos. Quando for passar algo adiante, examine antes: é verdadeiro? É útil? É bom? Se houver um único "não" nessas respostas, desista.

No mais, comemore... Apenas precisamos lembrar que a vida não é feita apenas disso. A vida é feita do amor que damos. E mesmo que as danadas das pessoas não reconheçam isso, continuem amando. Hoje é certo, mas amanhã... Não.

Bom réveillon!


Leca Castro - 30/12/16

17/09/2016



Não adianta...

Pode o tempo passar, arrastado ou ligeiro, alguns valores íntimos não mudarão jamais. Principalmente quando se acredita que estão relativamente certos (porque o absolutismo no momento é algo só pra soberanice).

Se me dói, pode ser por algumas razões: por orgulho, por egoísmo, por idiotice, por baixa auto-estima, ou apenas por ser doloroso mesmo. E por que não?

E se me dói, chove por dentro. E se chove, fico alagada e seca ao mesmo tempo. Entende? Se entende, aconteceu empatia. Agradeço. Se não entende, espere um dia de chuva por dentro, daquela que não para por um bom tempo. E quando parar, veja se ainda há chuva pra cair e escorrer pelos olhos.

Esses dias marcam, assim como os dias de sol. São dias intensos, onde os extremos tatuam na alma momentos que não se apagam. Sejam eles bons e brilhantes ou ruins e frios. Não importa. Dias assim é que te acordam e te mostram que há vida lá fora, mas que é aqui dentro que as histórias acontecem. O resto é apenas reflexo.



Leca Castro - 17/09/2016


03/05/2016



Quando a mentira é criada com muita convicção, a própria pessoa que a cria se torna sua maior vítima. É necessário tanto esforço pra divulgar uma mentira e deixar rastros pra que ela seja vista como uma verdade, que ela se torna a verdade mais verdadeira ao seu redor.

Por isso desconfio de "verdades" que precisam de propaganda para se manterem. Verdade simples é simples. Não precisa se manter em pé, ela já anda por si só. Não precisa se reafirmar sempre porque ela não tem necessidade de provar nada.


Somos capazes de pensar e tomar decisões, mas não conseguimos distinguir mentiras de verdades. Precisamos observar mais. Onde há muita propaganda, muito esforço em se provar algo, muito holofote em cima... Observe.

A verdade não precisa de provas. Ela é inocente desde sempre. Ela não mente. Observe e verá a razão onde menos espera encontrar.

Leca Castro - 03/05/2016

15/04/2016



Belas, não apenas pelas pérolas que produzem, mas pela esperteza de viverem fechadas para o mundo, as ostras só abrem suas conchas para se alimentarem. E só nesse momento é que algum elemento estranho pode entrar e ser coberto por uma camada de madrepérola, depositado pela ostra, como forma de defesa. E depois de três anos, temos uma pérola.

Assim sou eu e assim são muitas pessoas. Sou ostra. Vivo meus dias fechada e quando me permito absorver algum alimento que venha de fora de mim,o faço por necessidade.



Não sou concha, sou ostra. Vou alimentando meu ser aos poucos e, raramente, algo estranho me toca e destilo minha proteção. Quantas pérolas já produzi? Não sei dizer, mas sei que esse "algo" estranho que me penetra, dali não sai mais.

Coleciono grãos... sou fechada. Preciso ser fechada. O externo me dói e manter defesa sempre armada é cansativo. Por isso vivo apenas dentro. Se abro, é apenas para sobreviver.

Leca Castro - 15/04/2016

14/04/2016


Entendo hoje que, um dia não ser igual ao outro não é apenas o fato de que as horas passam. Quer dizer também que nós mudamos internamente, que nunca somos os mesmos e que cada um de nós é diferenciado.

Significa que a cada dia temos a oportunidade de escrevermos nossa história de forma diferente.

Significa que o tempo faz com que tenhamos uma visão diferente dos fatos em função da vivência que vamos adquirindo.

Significa que depois de um ano inteiro sem direcionar uma palavra ao blog, volto de onde parei. Mas volto refeita de algo. Volto recomençando em outro algo. Mas o que mais importa é que volto.


Meu maior trabalho hoje é aprender a lidar com os "nãos" do meu caminho, mas uma Anja me mostrou (de novo) que posso fazer isso. E farei.

E que esse recomeço seja bem vindo. Sejam bem vindos comigo.


Leca Castro - 13/04/2016

25/05/2015




Livro: REGISTROS DE UMA CROHNista
Autora: Alessandra Vitoriano de Castro
Preço: R$ 35,00 (frete já incluso)




A doença de Crohn, apesar de não ser uma enfermidade rara, é muito pouco divulgada. A autora busca neste livro promover essa divulgação, juntamente com a AMDII (Associação Mineira dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais), entidade fundada por pacientes acometidos pela doença.

A autora, e também paciente, presidiu a AMDII por mais de dez anos, e dessa experiência, surgiu a intenção de compartilhar sua visão, juntamente com outros pacientes e profissionais da área da saúde, sobre os registros do período de adaptação e convivência com a enfermidade, que não foram nada fáceis, mas que poderiam auxiliar a pacientes ou profissionais, para um melhor entendimento sobre a doença de Crohn.

A AMDII foi responsável pelo crescimento pessoal da autora em relação à doença, tendo proporcionado reunir contatos com outras associações e outros pacientes, nos quais contribuíram para outras formas de pensar a abordar a doença.





Alessandra é graduada em Enfermagem pela PUC Minas e tem se dedicado a tratamento de feridas e cuidados em ostomia. Possui uma experiência mais teórica sobre a doença por estudos próprios, participação em Congressos, viagens, reuniões, eventos. 
Sua batalha com a doença continua e, após o término do livro, já passou por mais duas cirurgias, sendo que, em uma delas o estoma foi recolocado no outro lado do abdômen. Sua vida segue com as limitações oriundas da enfermidade, mas seu esforço em melhorar física e emocionalmente continuam.



Logotipos de meios de pagamento do PagSeguro

31/03/2015

Não se perca em seus próprios valores.

Saiba definir o que realmente é importante e vale à pena na sua vida.

Dê mais valor ao que não é efêmero.

Não deixe que o que for realmente importante pra sua vida vá embora. Nem coisas, nem pessoas.


Com o chegar dos anos você percebe que deixou pra trás o que deveria estar com você hoje.

Tome decisões olhando os dois lados, sempre.

E se um dia, se sentir culpado por alguma escolha errada, tudo bem. Mas se arrependa de verdade pra que a culpa não te consuma. Se possível, resgate isso. Se não, apenas aceite e continue a caminhada.

Na hora da luta pesada, não espere nada de ninguém. Ela é apenas sua, individual. O mérito precisa ser seu. Aceite um colo, um ombro, um ouvido. Mas lute sozinho.

Não se tem essa visão nos tenros anos, na pouca experiência, mas com o tempo você vai deixando o entendimento entrar. E percebe que deixar algo ir é importante. Mas tentar evitar que algo/alguém se vá é mais importante ainda.

Leca Castro - 31/03/2015
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