25/05/2015




Livro: REGISTROS DE UMA CROHNista
Autora: Alessandra Vitoriano de Castro
Preço: R$ 35,00 (frete já incluso)




A doença de Crohn, apesar de não ser uma enfermidade rara, é muito pouco divulgada. A autora busca neste livro promover essa divulgação, juntamente com a AMDII (Associação Mineira dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais), entidade fundada por pacientes acometidos pela doença.

A autora, e também paciente, presidiu a AMDII por mais de dez anos, e dessa experiência, surgiu a intenção de compartilhar sua visão, juntamente com outros pacientes e profissionais da área da saúde, sobre os registros do período de adaptação e convivência com a enfermidade, que não foram nada fáceis, mas que poderiam auxiliar a pacientes ou profissionais, para um melhor entendimento sobre a doença de Crohn.

A AMDII foi responsável pelo crescimento pessoal da autora em relação à doença, tendo proporcionado reunir contatos com outras associações e outros pacientes, nos quais contribuíram para outras formas de pensar a abordar a doença.





Alessandra é graduada em Enfermagem pela PUC Minas e tem se dedicado a tratamento de feridas e cuidados em ostomia. Possui uma experiência mais teórica sobre a doença por estudos próprios, participação em Congressos, viagens, reuniões, eventos. 
Sua batalha com a doença continua e, após o término do livro, já passou por mais duas cirurgias, sendo que, em uma delas o estoma foi recolocado no outro lado do abdômen. Sua vida segue com as limitações oriundas da enfermidade, mas seu esforço em melhorar física e emocionalmente continuam.



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31/03/2015

Não se perca em seus próprios valores.

Saiba definir o que realmente é importante e vale à pena na sua vida.

Dê mais valor ao que não é efêmero.

Não deixe que o que for realmente importante pra sua vida vá embora. Nem coisas, nem pessoas.


Com o chegar dos anos você percebe que deixou pra trás o que deveria estar com você hoje.

Tome decisões olhando os dois lados, sempre.

E se um dia, se sentir culpado por alguma escolha errada, tudo bem. Mas se arrependa de verdade pra que a culpa não te consuma. Se possível, resgate isso. Se não, apenas aceite e continue a caminhada.

Na hora da luta pesada, não espere nada de ninguém. Ela é apenas sua, individual. O mérito precisa ser seu. Aceite um colo, um ombro, um ouvido. Mas lute sozinho.

Não se tem essa visão nos tenros anos, na pouca experiência, mas com o tempo você vai deixando o entendimento entrar. E percebe que deixar algo ir é importante. Mas tentar evitar que algo/alguém se vá é mais importante ainda.

Leca Castro - 31/03/2015

25/03/2015


Se é verdade que a vida nos prega peças, prefiro encarar como pequenas lições. Aliás é apenas questão de ponto de vista. E sempre que sofremos um baque qualquer, a culpa não é da vida nem de outra pessoa, é apenas nossa. Só somos atingidos porque permitimos.

A gente se acha muito dono da verdade em relação a sentimentos e comportamentos, mas esquecemos que nossa verdade é relativa. Por isso ela é apenas nossa. A verdade do outro pode ser igual mas também pode ser diferente. E o respeito que deveríamos ter, não é o mesmo que queremos?

E será que vale à pena abrir mão de algumas coisas e pessoas só por não aceitarmos verdades e pontos de vista diferentes dos nossos? É assim que planejamos viver pra sempre? Conquistando e largando? Não reter pessoas é atitude nossa. Deixar ir é aceitar a partida do outro. São coisas diferentes.

Não acredito em atitudes covardes em que as pessoas agem justificando que estão fazendo o melhor "para o outro", sem mesmo consultar esse outro. Donos da verdade? Será que é o melhor mesmo pro outro ou pra si? E digo covarde porque o orgulho é tão imenso que não deixa que a pessoa enxergue um centímetro além.



Não permita que sua vida seja pautada pelo que você pensa apenas. Tente ver o pensamento de quem está com você também. Se coloque no lugar do outro antes de tomar decisões que interferem na vida de pessoas além da sua.

Equilibre sua razão com sua emoção. Pondere. Seja altruísta.

Caridade com você mesmo e com os outros. Sem isso, a vida é vã.

Leca Castro - 25/03/2015

12/03/2015


E quando você acha que já sentiu todas as dores imagináveis, a vida te mostra que o que não falta é dor nova pra sentir. E se é verdade que a dor nos ensina e que evoluímos através dela, eu aceito e agradeço a oportunidade. Mas tem momentos que realmente bate o pânico, o desespero, a vontade de sumir.

Por isso eu digo sempre que me sinto uma estranha nesse mundo, uma ET no meu próprio planeta. Não vejo solidariedade, só vejo pessoas que querem se dar bem, "aproveitar" a vida, ter facilidades em tudo, ser o melhor. Meu conceito de "viver" é muito diferente de tudo isso. É bem mais que existir.

Viver em um ambiente, seja ele virtual ou não, onde uns se preocupam com os outros, onde não há tanta desconfiança, onde se mostrar é um prazer e não uma necessidade, onde os melindres cedam espaço ao entendimento.



Mas os infernos diários que me chegam trazem junto um pouco de desesperança, uma vontade louca de viver em outro mundo. Só queria espelhos humanos, pessoas que refletissem o que penso, que me mostrassem que não sou tão sozinha assim, que ainda existe a esperança em tom verde. Um mundo real, sem tanta raiva, sem tantos "pé atrás", com possibilidades de ações no bem.

Hoje a tristeza tomou conta, como há muito não acontecia. Hoje o choro rolou solto, com testemunhas da minha dor e eu nem me preocupei com isso. Hoje eu fui eu. Pena que foi a minha pior parte que apareceu. A melhor, ninguém ainda quis...

Leca Castro - 12/03/15

10/03/2015

Mais um post da Blogagem Coletiva do Blogs Up. Dessa vez resolvi fazer uma série de perguntas com algumas pessoas que também frequentam o grupo e o tema é INSPIRAÇÃO. Espero que a leitura seja útil pra vocês.

As pessoas que responderam:

Knuckles Tyro, 26 anos, Blog Viiish

Thales, 20 anos, Deveras Sente

Michelle, 18 anos, Navast

Susanne Cabral, 24 anos, Dona Roliça

Jennyfer Aguillar, 17 anos, Little Wonders

Jéssica Rosa, 23 anos, Ideias Esdrúxulas


1- Você precisa de inspiração para criar uma postagem para o seu blog ou é algo que faz naturalmente?

Knuckles - Faço naturalmente, na medida que vou passeando pela internet e vejo algo possívelmente interessante ou engraçado, já me vem na cabeça o que fazer com aquela imagem.

Thales - Não, meu blog é pessoal e normalmente eu escrevo sobre o que sinto ou minha opinião sobre algo então flui naturalmente.

Michelle - A inspiração fica nos pequenos detalhes do espaço em que estou. As vezes faço naturalmente, mas muitas das vezes é algo com inspiração.

Susanne - Geralmente, uso casos da minha vida ou que as meninas que curtem a página me sugerem. Depende muito do meu humor. Minha inspiração pra posts sérios, revoltados ou tristes são em dias que eu to me sentindo mesmo assim, brava, triste, irritada. Pra posts felizes, eu geralmente pego inspiração das meninas que estão sempre comentando e curtindo as minhas coisas. Por sorte, eu tenho leitoras participativas que são quase minhas amigas.

Jennyfer - Depende muito, geralmente eu faço uma postagem naturalmente, mas tem dias que a inspiração simplesmente não vem, aí a gente recorre a uma olhada em outros blogs, procurar diversos assuntos e tentar se inspirar.

Jéssica - Os dois. Têm certos momentos que o tema para minha postagem vem naturalmente na minha cabeça, e tem outros momentos que fico praticamente dependente de algum tema.


2- Em que ou quem você se inspirou para criar o seu blog?

Knuckles - Minha inspiração foi o pessoal do LeNinja (www.leninja.com.br). Tanto o blog quanto o canal, eles são um norte para o que eu e o resto dos meninos queremos fazer com o nosso blog.

Thales - Eu já escrita no tumblr, só quis passar minhas escritas pra outro lugar afinal tumblr é um mundinho muito fechado. Não me inspirei em ninguém.

Michelle - Em mim, na minha vontade. O blog foi mais um desafio que eu me impus. Eu me desafiei a criar uma coisa nova.

Susanne - Eu me inspirei na vontade de passar para outras meninas acima do peso que elas não precisam se menosprezar por isso. Por muito tempo, eu me massacrava por ser gorda, fora dos padrões de beleza, e eu consegui vencer isso e me sentir bem comigo, com meu corpo, me sentir bonita e não ter vergonha de nada. Queria despertar isso em mais mulheres e homens por ai que sofrem porque não estão nos padrões.

Jennyfer - Minha inspiração não vem de nenhuma blogueira e sim de uma amiga muito especial que me apresentou a música que deu origem ao nome do blog, além de me inspirar com o nome, ela também me inspira em textos que eu faço especialmente para o blog.

Jéssica - Bom, comecei graças ao Orkut, lá tinha várias comunidades que o povo ficava postando os seus blogs atualizados, e eu ia entrando em cada blog e ficava cada vez mais interessada em criar um. 



3- Quando vem a inspiração para uma postagem, você se isola ou independe do lugar em que está?

Knuckles - Eu preciso de silencio para organizar a ideia, e montar ela, não preciso me isolar, mas preciso de uns minutos para imaginar a postagem

Thales - Eu escrevo onde eu estiver, no bloco de notas do celular, no micro do trabalho, na faculdade...Onde for.

Michelle - Eu me deixo levar. Independente da onde eu estou. As vezes coloco o fone, e me isolo de tudo. Podem me chamar, gritar mas eu raramente irei dar atenção.

Susanne - Independe. Eu já tinha inspiração até na fila do banco, escrevo rascunhos no celular e depois completo quando posso.

Jennyfer - Independe, mas é importante eu não me distrair,mesmo estando no lugar mais barulhento da casa, preciso sempre anotar uma ideia aqui, outra acolá, ou mesmo já começar a escrever para postar.

Jéssica - Independe do lugar, com o celular na mão eu aproveito a inspiração que estou no momento e fico digitando palavras-chave para futuras postagens.


4-  Você "chama" a inspiração ou espera ela aparecer?

Knuckles - Nenhuma das duas, como eu disse ela está sempre comigo, só precisa de um estímulo, que são as imagens e vídeos da internet.

Thales - Depende, as vezes chamo por que escrever me faz bem, me alivia e preciso desse alivio, as vezes simplesmente deixo acontecer.

Michelle - Wool, e agora. Tudo o que eu vejo eu me inspiro em algo. Não sei se chamo, acho que ... nossa que dificil. Ambas as partes? (risos)

Susanne - Quando são posts de coisas que eu sinto, eu espero aparecer. Quando é de coisas que me pedem pra falar sobre eu vou atrás. Estudo os assuntos e me empenho pra escrever, até porque eu sempre deixo aberto pra quem quiser me pedir mais informações, então gosto de estar bem informada.

Jennyfer - Geralmente ela aparece, ou me persegue kkk, o que quer que seja, eu tenho bastante criatividade, busco sempre inovar e a inspiração vem de todo lugar, mas é claro que às vezes tem que ter um empurrãozinho, aí eu leio um pouquinho, ouço uma música e tudo flui como deve ser.

Jéssica - Os dois. Tem certos dias que a inspiração aparece do nada, e tem outros que eu preciso ficar procurando algo para poder me inspirar.


5-  Você precisa de inspiração para viver?

Knuckles - Ah inspiração é algo que move qualquer pessoa, se sentir inspirado lhe faz correr atras de objetivos, de conseguir coisas, a inspiração não é essencial, mas é importante para sempre se conseguir algo mais! :D

Thales - Viver já é inspirador.

Michelle - Minha inspiração é minha fé de que um dia verei o Senhor como ele é. Então sim.

Susanne - Constantemente. Eu odeio rotina, odeio ficar sempre na mesma, odeio o que fica parado. Todos os dias eu preciso me inspirar pra trabalhar, pra tudo. Quando me falta inspiração, eu desmotivo, fico mal, com preguiça. Preciso de coisas que me despertem a vontade de viver cada dia, que me inspirem a ser melhor diariamente.

Jennyfer - Com certeza, sem inspiração eu acredito que não seria eu mesma, até porque grande parte do que eu faço vem da minha inspiração, aí se eu não tivesse, não seria completa.

Jéssica - Acho que inspiração não é uma necessidade tão importante para  viver. Ela é apenas algo essencial para tornar a vida mais bela e significativa. Digamos que é mais um tempero para vida ficar mais gostosa.


Legal ver as opiniões diferentes, um pouco da intimidade de cada um. Pra mim, a inspiração é como o estímulo que preciso para escrever. Às vezes até quero colocar meus pensamentos na tela, mas falta esse envolvimento. Escrever exige que eu coloque pensamentos e sentimentos em ordem. E nem sempre estou aberta a isso porque sei que pode vir a doer. E a partir do hábito de escrever fui aprendendo a me conhecer mais, passou a ser um exercício quase que diário. Mas nem tudo é publicável (risos).

Agradeço a colaboração do pessoal do Blogs Up e que seus blogs possam, cada vez mais, conquistar seus objetivos!


"Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir 
que ela me encontre trabalhando."
Pablo Picasso


Leca Castro - 10/03/15

09/03/2015


Não gosto de escrever sobre políticos, nem de discutir a respeito, mas o que ouvi ontem me deixou tão estarrecida que preciso colocar pra fora. Durante o pronunciamento da Dilma, que nem achei tão ruim como dizem, ouve uma onda de protestos pelo Brasil com as panelas sofrendo o golpe das colheradas. Até aí, tudo bem, somos uma democracia.

Mas o "fora Dilma" começou a me incomodar. E em seguida ouvi "vaca", "morre, Dilma!" e alguns outros xingamentos menos marcantes.



Sobre o "fora Dilma" eu espero que quem gritou ontem tenha consciência de que tirá-la da presidência vai fazer com que seu vice assuma, e não o Aécio. Claro que tem uns detalhes nessas questões mas a grosso modo é isso.

Sobre o "vaca" ser levado como xingamento, fico indignada. Quem gritou isso não o fez se referindo à fêmea do touro, mas pra substituir termos como "vagabunda", "vadia", "prostituta". Como se isso já não fosse imoral o suficiente por desmerecer as mulheres que vendem seu corpo, ainda em pleno dia de comemoração do dia internacional da mulher. Irônico, não? Irônico e ridículo.

E pra finalizar, o "morre, Dilma!". Sinceramente? Acho que o ser humano chega ao fundo do poço quando acha que desejar a morte de alguém é algo digno. Pena de morte pra quê, né? Me senti em plena Idade Média, desejando que algum criminoso fosse pra forca. Céus... eu juro que viver em um mundo assim não me atrai. Por isso me sinto desajustada, fora de lugar, sem chão. Cada vez quero me socializar menos.

Democracia é uma coisa. Falta de respeito é outra, bem diferente. E que fique claro aqui que em momento algum me posicionei como partidária de algum político, apenas como uma brasileira que sentiu muita vergonha do que fizeram com a democracia adquirida em seu país.

Leca Castro - 09/03/15

04/03/2015

Mais um tema da Blogagem Coletiva do Blogs Up. Dessa vez é sobre o cuidado...

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Desde pequena, sempre me senti a protetora dos meus coleguinhas. Tomava conta pra que não se machucassem e ficava brava quando eram descuidados. E fui assim também com meu irmão, meus pais, meus avós, primos. todos em geral.

À medida que fui crescendo aprendi a cuidar de mim, mas continuava com a preocupação com os outros, apenas era mais forte com quem realmente eu me importava. Eu tinha 19 anos e no serviço já me chamavam de "mãezona". Era um apelido carinhoso e eles sabiam que podiam contar comigo.



Claro que nem todos entendiam meu cuidado e me julgavam, pensavam ter um interesse por detrás, achavam que era um jogo pra aparecer, chamar a atenção ou até mesmo, pra conquistar. E nunca foi. Até pra com quem eu gostava (romanticamente falando) eu agia da mesma forma, mas de um jeito mais particular.

E hoje, mesmo sendo mãezona de verdade (tenho uma filha), ainda tenho esse hábito de querer cuidar dos outros. Mas tento fazer isso mais na prática do que na palavra. E se eu não posso cuidar na prática, reforço mais a palavra. Mas a verdade é que eu me preocupo mesmo, principalmente com as pessoas que amo.

Então, se eu digo "cuide-se", pode saber que me preocupo e gosto de você. Que é preciso que se cuide porque você é muito importante pra mim. Sem exageros e sem dramas. Porque se eu pudesse, eu mesma cuidaria.

Cuidem-se.

Leca Castro - 04/03/15

03/03/2015

Mais um tema da Blogagem Coletiva do grupo Blogs Up que participo. Dessa vez escolhi a palavra "chuva", e vou usar um texto antigo que, como a chuva, me cai bem no dia de hoje:

O tempo vai se esgotando... se esvaindo como a água da chuva que procura pelo bueiro enlameado. Quando olho para trás vejo os tempos idos, as conquistas e derrotas, as mágoas e alegrias, as vivências e aspirações, e vejo que passou. Claro que muita coisa ficou, mas esse tempo continua e não me dá tréguas.

Quando olho para frente vejo pouco tempo. Escasso, minguado, com mais sofrimentos e angústias, mas com menos problemas novos. O tempo que resta ainda está por chover e assumo que tenho medo. Não sei o que esperar dessas águas que estão por vir, se serão garoas ou tempestades, se irão refrescar ou causar estragos.

E quando o tempo realmente acabar, por mim tudo bem, isso não me incomoda. Essa passagem das estações chega a ser um refrigério a esse corpo cansado e essa alma angustiada. Não... não venham me dizer que preciso parar de pensar no tempo que fará amanhã ou no tempo que fez ontem. É inevitável quando se chega nesse estágio, quando a primavera já se foi, o verão causticou e o outono já está consumado. As folhas estão no chão e não irei catá-las, prefiro que a chuva varra e leve com ela toda essa natureza morta. Preciso me preparar para o inverno... não quero acordar no frio como a cigarra...

Leca Castro - 23/10/11

26/02/2015


Nostalgia de tempos bons... sempre me pergunto porque dou tanto espaço pra sentir isso se é algo que não voltará. Mas é tão bom relembrar momentos bons... Relembrar que nem sempre tudo foi negrume. E bate aquela vontade de chorar pelo que escapou ou pelo que se foi mesmo. Pelo que não tem volta. Por aqueles que me fizeram acreditar que seria pra sempre. Eu era tola... mas eu me preenchia. Hoje sou vazia. E acho que ainda tola.

Leca Castro - 26/02/15

25/02/2015

Outro tema sugerido para a Blogagem Coletiva do Blogs Up foi música. Resolvi então fazer uma pequena playlist de músicas meio que desconhecidas para a maioria dos leitores desse blog. Músicas que são mais da minha adolescência e são daqui de Minas. Apresento a vocês alguns trabalhos legais do Clube da Esquina.

Aqui Flávio Venturini faz um paralelo entre moço/estrada, homem/sonhos, passo/aço. Flávio fez parte do grupo 14 BIS que ainda existe.

Clube da esquina II



Essa me toca de forma indescritível. Milton Nascimento e Flávio Venturini cantam e palavras como nasce, arde, sede... me matam.

Música Nascente


Sem ter você... Uma das primeiras que aprendi a tocar no violão.

Quando Te Vi - Beto Guedes


Medo de amar... não rriscar. Beto Guedes define o medo de amar de uma forma que me faz pensar sempre, até hoje.

O Medo de Amar é o Medo de Ser Livre - Beto Guedes


Além de ser uma música gostosa de ouvir e dançar, mexe comigo quando diz "fazendo acontecer"

Quem sabe isso quer dizer amor - canta Milton Nascimento


Ao ouvir reflito no "coisas por dizer". Lô ainda tem o dom.

O Trem Azul - Lô Borges


Aproveitando o Lô, mais uma dele. Pó... madrugada... um convite!

Nuvem Cigana - Lô Borges


Milton dá um show nesse vídeo onde ele se apresenta em Montreal. O que era negro anoiteceu (e que falsete!)

San Vicente - Milton Nascimento


E aqui uma interpretação do 14 Bis. Temer apenas o correr da luta...

Caçador de Mim


Queria, devia, podia, consegue. Palavras que me tocam nessa música pelo significado que possuem no contexto.

Tudo Que Você Podia Ser - Lô Borges


Espero que tenham curtido. Música faz parte de mim e o repertório que gosto é mais antigo mesmo. O Clube da Esquina é fantástico, vale à pena conhecer. Deixo, abaixo, algumas palavras sobre esse pessoal:

"É uma pena que o mundo hoje sofra dessa miopia muito grande, de não enxergar muita coisa além de três palmos à frente do nariz, só o espalhafato, só o exagero, só a presepada. A gente está condicionando muito o nosso olhar para isso e conseqüentemente, não reconhecemos as sutilezas, as metáforas. E o Clube é cheio disso, cara."
(Samuel Rosa)

"Dizem que o Clube é do mundo. Ele saiu daqui para o mundo, realmente. Ele primeiro trouxe pra dentro pra depois levar de novo."
(Cláudio Venturini)

20/02/2015






Hoje meu pai completa 73 anos de vida (nessa vida) e pensei em escrever algo sobre isso. Sobre ser pai, sobre 73 anos, sobre aniversário, sobre tudo que envolve a atmosfera do meu dia.

Ele precisou viajar e não estaremos juntos fisicamente hoje, mas não paro de pensar o quanto 73 é um número grande. Apesar dele estar bem, se cuidando, ser ativo, não acredito que chegarei nessa idade. E se chegar, com certeza estarei bem acabada, sendo muito sincera. A doença me envelhece...

Meu pai é sistemático, cheio de regras, (administrador, né?) e todo mandão. Sempre foi assim. Mas de vez em quando ele dá uma amolecida, assim como todos nós aqui em casa. Soube ser exemplo quando eu era criança, adolescente e adulta. Sabe ser avô e pai ao mesmo tempo pra minha filha. Sabe ser marido.

Eu não curto muito aniversários, mas ele gosta. Já recebeu mil felicitações hoje (ainda são 11h00) e fica todo prosa. Então meu pai, que Deus lhe conceda mais tempo de vida entre a gente, saúde, e muitos momentos como os de hoje, que te deixem feliz. Amo você!



18/02/2015


Um dos temas sugeridos do projeto Blogagem Coletiva, do grupo Blogs Up, foi "Liberdade". Achei bem pertinente e resolvi escrever a respeito.

Muito se fala e pouco se faz quando a questão é liberdade. Eu poderia discorrer aqui da concepção dos jovens, ou da liberdade política, ou das várias frentes de protesto sobre os mais diversos assuntos. Mas quero mesmo é falar da liberdade no geral.

A liberdade não é algo que você nasce com ela, ou que por viver em um país democrático já a possui automaticamente. Ela precisa ser conquistada. O pai precisa confiar no filho, o chefe precisa conhecer seu trabalho, o professor precisa saber do seu rendimento, e por aí vai.

Por isso muitos a confundem com libertinagem. Por isso temos mulheres desfilando praticamente nuas em um protesto com cartazes dizendo que o corpo é delas e que ninguém tasca. Oras... claro que a ocasião faz o ladrão. Um erro não justifica o outro, mas liberdade não é isso.

Liberdade é você poder fazer escolhas, mas se responsabilizar por elas. Não é sair por aí fazendo o que der na telha. É preciso não ocupar o espaço do outro, que também tem liberdade. É alçar voo até onde suas asas aguentarem, mas saber controlar a descida pra não se esborrachar no chão.

Seja livre. Ajude o outro a ser livre também. Faça suas escolhas e aprenda a viver com as consequências delas. E durante esse processo de ser livre, liberte sua alma do que te prende. Seja livre de corpo e alma.

Leca Castro - 18/12/15

16/02/2015


Em minhas reflexões noturnas fiquei pensando nesse período conturbado do carnaval e no quanto a nossa vida segue também esse rumo conturbado às vezes. As coisas são simples mas enxergamos tudo com dificuldade e como se existissem mil barreiras em tudo e pra tudo.

Eu digo que são simples porque, como já dizia Aristóteles muito antes de Cristo, "devemos tratar os amigos como desejamos que eles nos tratem." E aí me deparo com a questão do "fazer o bem" e vejo que é a única forma de não sermos egoístas e da nossa vida caminhar.

Todas as vezes que temos a chance de fazer o bem, deixamos de fazer disso uma escolha. Passa a ser uma responsabilidade. Se deixamos a oportunidade passar, voltamos pro nosso mundinho, encolhidos achando a vida difícil e complicada demais.

Ninguém deve julgar ninguém, cada um tem o peso que dá aos seus problemas e a maioria de nós transforma a dor em sofrimento. Não importa. O que realmente importa é que sejamos maiores que nosso sofrimento. Se nós não dermos conta dele, o sofrimento nos domina. Isso vira um processo complicado, que vira um ciclo, que vira um poço fundo.

Mas quando "guardamos nossa dor no bolso pra cuidar da dor do outro", como dizia Lispector, é como se nosso sofrimento tomasse uma proporção menor. É como se o poço ficasse menos fundo. É quando vemos que nada é tão complicado quanto imaginamos. A vida é simples. O viver é que é complicado.

Leca Castro - 16/02/15

15/02/2015


A sensação de solidão deixa de ser sensação e passa a ser real quando você desperta para o fato de agir em mão única. É ruim demais você se doar e ficar no vácuo. Você pede, não... você implora pra que aquele vácuo leve embora tudo que você fez e não deixe rastro.

Já me senti fazendo esse papel de boba, de trouxa, inúmeras vezes. Já derramei lágrimas por isso praticamente sempre. Mas o fato é que não consigo ver pessoas que amo passando por dificuldades e ficar quieta no meu canto. Acho horrível ser omissa nesses momentos.

E aí, quem acaba sofrendo a omissão sou eu. Nada de retorno, nada de um "ok, recebido, câmbio." Reclamar disso fica parecendo cobrança, daquelas que a gente faz quando quer que o outro valorize nosso ato ou faça o mesmo conosco. Mas não... aqui é apenas um desabafo.

Há 5 anos venho aprendendo a não cobrar mais nada de ninguém, apenas de mim mesma. Cobro dignidade, cobro respeito, cobro amor. Se eu não exigir isso de mim, como ir adiante? Como ficar de pé? E assim o tempo vai passando, ou se esgotando, mesmo com a solidão deixando de ser sensação e passando a ser companheira. A única.

Leca Castro - 15/02/15

05/02/2015


Sou muito observadora quanto ao que escrevem em redes sociais. Claro que nem tudo condiz com a realidade, mas eu digo sobre sentimentos e o que se pensam sobre determinados assuntos. E vejo pessoas falando, falando, enchendo o peito pra gritar em palavras sobre os erros dos outros e nem percebem que o que enxergam é apenas um reflexo do que são.

Julgar e apontar os erros é muito fácil. Se assumir é outra história. Então, não reclame se alguém diminuiu o contato com você. Pode ser que você tenha feito isso antes da própria pessoa. Não determine o que uma palavra significa pro outro, pode ser que vocês tenham teorias diferentes sobre determinados assuntos, baseados em experiências pessoais diferentes. Não condene o desamor, porque amar sozinho pode ser mais sofrido do que não amar.

Julgamento é algo complicado porque não estamos dentro do outro pra saber o que ele sente e pensa em suas profundezas. Na grande maioria das vezes só vemos o raso. E mergulhar no raso é perigoso. Procure por pessoas profundas. E aí, não julgue, não condene, apenas respeite... e mergulhe.

Leca - 05/02/15

02/02/2015


Antes eu era abordada, logo cedo, pra saber se estava tudo bem, como tinha sido minha noite, etc. Eu tinha pessoas que preocupavam comigo de verdade. Pelo menos eu achava isso. Hoje ainda tenho, principalmente minha filha, mas a ilusão quanto aos mais distantes, passa.

A verdade é que as pessoas vão mudando com o tempo e vão se ocupando com outras coisas e, aos poucos, você percebe que já não faz mais parte daquele mundo. No início isso dói. Depois você aceita que faz parte da roda da vida, da roda viva do Chico, e vai aceitando.

E isso deve ser bom. Eu que ainda não aprendi a tirar o proveito certo da situação. Mas deve ser bom. Faz parte da evolução de cada um e cada um que já me tocou, que já me amou, que já me conheceu e também quem nunca soube da minha existência... cada um merece o que existe de melhor pra si. Inclusive eu mesma.

Leca Castro - 02/02/15

21/01/2015


Pessoas já devem ter tido aquele momento em que lêem uma frase e queriam que tivesse sido escrita pra elas. Ou textos. Não falo de palavras que te traduzam, mas palavras direcionadas. Eu sou aquela colegial boba, que lê qualquer coisa escrita e fico viajando, querendo que tivesse sido escrito pra mim. Vejo um filme e fico querendo aquele final feliz pra mim. E penso: por que não? Momento da descrença. Momento do desmerecimento. Não se achar digno de algo bom. Normal.

Meu breque é quando chego nos "por quês". Sei que existem respostas e não cabe a mim questionar, e sim, fazer por onde. Por isso queria tanto minha vida ativa de volta. Queria poder ser responsável pelas consequências dos meus atos. Queria ter expectativas de retorno. Não tenho mais isso.

Não digo isso em tom de tristeza, mas de constatação. O difícil não é ter limites, mas descobrir que eles te levarão a uma inércia emocional. E posso afirmar, com categoria... não ver saída é como morrer em vida. Não há amigos que cheguem, não há família que sobreviva, não há distração que preencha. Se você não faz o que gosta, e se você não gosta do que faz, não há paz. Só silêncio.

Leca Castro - 21/01/15

20/01/2015

Minha Linda...

No seu dia eu queria dizer muitas coisas.

Primeiro, que você é linda. Nunca se desmereça ou deixe digam menos que isso.


Você tem simpatia. Também tem arrogância, simplicidade, orgulho, humildade, entre tantas outras qualidades e imperfeições, como qualquer outra pessoa. A vida vai te ensinar a dosar isso. Mas queira isso.

Seu coração vale ouro e quem já precisou dele sabe disso. Da mesma forma, quem já usou e abusou e rasgou em pedaços. Os remendos fazem parte, é através deles que nos fortalecemos.

Você é forte. Pode parecer frágil e pequenina na hora da dor, mas depois que passa, você vira uma fortaleza. Só falta construir uma ponte.

Você é mulher. Não agora, não hoje, mas desde muito tempo. Você é muito mais mulher que muita mulher que conheço. Você assume o que faz, você não prejudica de forma consciente ninguém, você é responsável, você sabe equilibrar as coisas ao seu redor, mesmo que por dentro esteja uma bagunça. Você sabe amar e um dia alguém vai merecer todo esse amor por conquista.

Você é guerreira. Já sofreu perdas e danos e consegue enfrentar tudo isso de frente. Consegue ficar de pé. Consegue prosseguir.

Você é humana, como todos somos, mas você é minha filha. A única. E a melhor filha que eu já conheci. Melhor filha que eu mesma. A filha que cuida mais da mãe do que a mãe dela. A filha que tenta ser amiga. A filha que tenta ir além das obrigações. A filha que coloca o amor na frente.

Parabéns pelo seu dia, pelos seus 24 anos.

Te amo, muito.

Leca Castro - 20/01/15

14/01/2015

Pela primeira vez, escrevo sem rascunho, diretamente no blog.

Tenho feito um trabalho comigo, desde o ano passado, em amar sem me apegar. Na minha cabeça isso sempre soava como não-amor, desamor, falso amor, entre outros amores negativos. Até que, graças à ajuda de minha terapeuta, venho aprendendo que o desapego não é amar menos, mas é não sofrer por amar. É ver quem você ama te magoando e cada vez mais doer menos, sem que pra isso o amor que eu sinto diminua. Sem que isso soe como um paradoxo.

Venho aprendendo que quando sou magoada, é o orgulho que fala alto, não o amor. Quanto mais eu amo, menos orgulho tenho, menos sinto a mágoa. Tento me conscientizar que quem está me fazendo sofrer, está criando pra si uma responsabilidade que não é minha. Sou responsável apenas pelo que me permito sofrer. Quem causou é que precisa se livrar desse peso, não eu.

Essa semana fui magoada e ainda doeu muito. Eu chorei, deixei doer, mas não segurei a raiva. Deixei ela ir embora. E assim será sempre que eu conseguir. É um treino. Quem não reconhece meu amor, quem não aceita minha forma de amar, quem não sente falta de mim, quem não se supera por mim, quem não se preocupa em saber de mim... é alguém em que o desapego é fácil. E torço pra que se dê bem na vida e seja feliz à medida do possível.

E quem está comigo, sabe da minha rotina, dos meus problemas e das minhas alegrias, que me ajuda a dividir o fardo, pra esses eu me desapego cheia de amor. E aqui o que não falta é amor.

Leca Castro - 14/01/14

04/01/2015


Não quero fazer falta quando sou a última opção.
Não quero ser especial quando precisam de ajuda.
Não quero ser lembrada apenas quando sou vista.
Não quero que me precisem só quando precisem de algo que posso dar.
Não quero ser pisada e ter que deixar passar mil vezes.
Não sou carente por ser sozinha.
Sou carente por achar que tenho pessoas que não tenho.
Sou mais feliz comigo mesma que com quem me vira as costas.
Preciso me bastar nesse mundo onde nada é o bastante.

Leca Castro - 04/01/15

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