09/05/2013

Tenho medo de desaprender a escrever. Tenho medo de perder esse interesse também. E aí, nada mais vai restar. Não faço mais nada que possa extravasar o que me consome por dentro. Não danço, não canto, não ouço mais meu violão, não exercito, não converso, não escrevo. O que ainda faço é manter o choro. Não que eu queira ou alimente esse ato, mas é a única coisa que sai de mim referente à minha dor que realmente não depende de mim. Não tenho controle sobre minhas emoções, nunca tive. Meu coração sempre cegou minha razão. Sou passional. A cabeça lateja de tanto doer, mas sei que são os pensamentos pedindo pra saírem, tomar um ar, se renovarem. E não consigo ordená-los, eles apenas vão se acumulando e procurando espaço. Pouca coisa cabe dentro de mim agora. Muito pouca coisa. E nessa dicotomia de caber pouco onde praticamente não há nada é que as madrugadas vão passando, insones. E tristes. Vazias. Como eu. Como minha escrita.

Leca Castro - 09/05/13
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