08/10/2022

O sábio nunca se assume sábio, porque sabe, pela sua sapiência, que ainda tem muito que aprender. 

O arrogante, por sua vez, arrota que muito sabe e que a verdade é a coisa mais óbvia de sua vida. Mas no fundo vive apavorado de ser pego e atormentado pela dúvida em saber que pode ser descoberto.

E os que não são sábios ou arrogantes, orbitam um deles. E é assim que vejo as pessoas hoje, mascaradas por perfis midiáticos, escondidas de suas reais características, porque a internet nos dotou dessa facilidade: a máscara. 

Qual o foco, o ponto lá na frente, o lugar que se quer chegar, com tanta discussão? Com tanto empenho em se mostrar certo? É tão errado assim errar? 

E essa rotina desgastante vem me afastando do momento, da mídia, da rua, das pessoas. Ver lutas vãs minam o que ainda me resta de fé nos outros, e enfraquece a fé em mim mesma. E com a fé fragilizada fica difícil ficar de pé, erguida, pronta. 

Gosto de ser frágil quando isso me leva a me despir frente a quem amo, me mostrar como sou, sem receio de ser julgada ou lida em outro idioma. Mas me fragilizar por falta de forças, por me sentir só, por ser traída em ideais, isso sim é triste. 

Saudades de acreditar, de me sentir fazendo a diferença, de socializar com sorrisos mas também com lágrimas, de ser peça importante na construção de uma história, seja ela qual for. Saudades de ser forte... Porque hoje todos somos muito frágeis, mesmo com cascas à mostra.

Leca Castro - 08/10/2022

03/10/2022

Não deve ser minha primeira postagem falando sobre preguiça, mas é o que vem me consumindo ultimamente. Confesso que às vezes ela se confunde com desânimo, e outras vezes, uma leva à outra, mas o fato é que a vontade de 'não fazer' é forte.

E abro um parágrafo pra dizer que não falo apenas de algo físico, mas emocional principalmente. Preguiça de socializar porque as pessoas estão cada vez mais difíceis de lidar. Muita discussão sem foco, muita picuinha por muito pouco, muita gente brigando pra ser a pessoa que tem a razão da discussão e pouca gente preocupado em ser feliz ou deixar o outro feliz. 

E esses olhares para os próprios umbigos, como se vivêssemos em bolhas individuais, são cansativos. Não fico mais provando ponto de vista nem tentando convencer ninguém de nada, até porque eu também posso estar errada, mas é aí que bate a preguiça e/ou o desânimo. 

"Ah, por que você não se dedica com mais afinco aos amigos?", ou "por que você não faz mais amizades?", ou até "você ainda é nova, faz quanto tempo que não namora?". Se eu realmente fosse parar pra responder essas perguntas, seria filosofar demais pra quem só está enxergando o raso. Só de pensar em novas relações vem a preguiça, de ter que pensar no meu meio século de vida e deixar essas pessoas novas na minha vida me conhecerem, ter que contar e me recontar, me mostrar... não tenho o que esconder ou bloqueios. Uma coisa ou outra pode me emocionar, mas nunca fui fechada, não tenho esse ponto para trabalhar, mas fazer isso hoje é desanimador. E ainda corro o risco dessa pessoa não querer ficar.

E estou nessa fase... quase ninguém chega, mesmo com a porta aberta, porque a preguiça não me deixa ir lá e receber a nova visita.

Leca Castro - 03/10/2022

28/09/2022

 A efemeridade se mostra presente todas as vezes que revisitas acontecem em mim. Aquele momento importante, que tanto me machucou, que chorei por muito tempo, que fiquei ansiosa e agoniada... passou. E depois que passa fica a sensação de "nossa... será que não exacerbei aquele instante?". E nunca sei a resposta a essa pergunta.

Talvez viver intensamente cada momento seja um erro. Talvez não seja. E na dúvida, resolvo experimentar cada instante importante da forma mais natural possível e deixar a análise para depois. E isso é o processo de se conhecer, sabe? Você pensa e sente, depois você analisa como isso aconteceu por dentro. E sempre que novas situações aparecerem e esse processo se repetir, as reações vão ficando mais claras, até que algumas se tornam óbvias, e chega um instante em que você percebe que tal reação não condiz com o que acredita e confia ser o melhor. 

Então... nesse momento começa outro processo, o que você vai se auto-transformando, se lapidando. E você cresce. Se torna maior do que antes, com uma visão mais ampla do todo, num contexto maior que antes. E você enxerga melhor... e esse crescimento é conquista, ou seja, não se perde. É você. Essas transformações são os impulsos que precisamos pra continuar, pra permanecer. E não são efêmeras, são perenes.

Leca Castro - 28/09/22

27/09/2022

E me pergunto, várias vezes ao dia, já por vários dias, se revisitar algo tão antigo vale à pena. Porque não são apenas "lembranças" no pensamento, há a revisita de sentimentos também. E qual a consequência de despertar o que já dormia? Consigo arcar? Preciso?

A verdade é que, se desperta, é porque está vivo. É um passado meio Lázaro, que parecia morto e foi sepultado, mas que acorda, levanta, anda e ainda questiona. 

Quando aprendi a me perdoar, joguei fora e rasguei várias lembranças em forma de cartas, retratos, desenhos. Não foi um ato ilusório, achando que assim também descartaria meu passado, mas um ato bem consciente de que aquela energia impregnada em cada item também seria descartada. Era uma energia pesada, que me prendia em lembranças e não me deixava dar passos adiante. Guardei um pouco, bem pouco, o suficiente pra lembrar da importância daquela marca em mim, mas que ficou, não é mais. 

E vida que segue... Cada dia de cada vez, e alguma vida nos dias. Revitalizar sentimentos é reviver, voltar à vida, reviver. Dá um novo gás e desperta!

Leca Castro - 27/09/2022

24/09/2022

Ela voltou... A vontade de escrever voltou forte, mas dessa vez não é por dor, apenas... vontade mesmo. Como se algo preso quisesse sair, mas sem gritar, apenas sair e ser livre. Deixar o vento levar palavras e serem lidas por pessoas aleatórias. Palavras sem destino certo, sem intenções ou direções. Apenas palavras.

Os dias dirão se a vontade veio pra ficar e morar, ou se está apenas de passagem, visitando a mim, velha companheira de vida. Sem expectativas.

Enquanto isso, satisfaço a vontade... e escrevo.

Leca Castro - 24/09/22

23/09/2022




Eu até tentei... mas a vida não quis assim.

Tentei de várias formas, por várias vezes. Resisti, cheguei mesmo a me "agredir", mas a danada nos coloca onde temos que estar.

Então, eu celebro. Encontros e reencontros. Destino ou desatino? O tempo...

(É uma ironia, mas publico hoje e não tenho a data de quando foi escrito)


Palavras me derrubam. E quando estou no chão por causa delas é como se um caminhão de outras palavras fossem insuficientes para me levantar.

Palavras me ferem. E pra essa ferida, o único remédio é o tempo. E mesmo assim elas ainda doerão. Mas ficarão mais suportáveis.

Palavras destroem fortalezas que demorei a construir. Uma simples combinação delas em uma frase faz ruir toda a auto confiança que levei tempo considerável para estabelecer. É quando atinge a base de tudo.

Não preciso mais de palavras dizendo que tudo vai ficar bem, que as pessoas são assim mesmo, que a vida se encarrega de fazer justiça. Todo esse óbvio se esvaziou. E tudo que é vazio não preenche mais. E não tenho mais certeza de que as palavras certas virão um dia. Mas já estou cansada de depender apenas de mim. Das minhas palavras mentais. Da força que elas precisam exercer em mim. Estou cansada sim. E fraca. Tentando entender por onde minha força se esvaiu. Tentando aceitar que palavras, além das minhas, aparecerão. Tentando não levar meus dias iludida. Mas é triste. É triste ser sozinha quando se está rodeada de pessoas. É triste estar carente ao extremo. É triste ir se afundando nessa tristeza. E é triste precisar ser salva de si mesmo.  

Leca Castro - 11/01/13

15/12/2018

Porque sorrir não pode, nunca, ser algo arbitrário. A vontade de sorrir deve vir de dentro. De preferência, da alma.
Porque sorrir não deve, nunca, acontecer por obrigação. O ato de sorrir deve vir da vontade. De dentro. Da alma.
Porque sorrir quase nunca é natural. Apenas sorrimos.
Porque sorrir é reflexo. Porque sorrimos pra encobrir tristezas. Porque nosso riso é necessario.
Então... Quando der vontade... E vier de dentro... Sorria!
Quando seu coração pedir, sorria.
Ninguém, absolutamente ninguém, precisa entender. Apenas, sorria.
E que seu riso seja frouxo, contagiante, e transborde seu eu mais profundo.
Sorria.
Smile!

Leca - 15/12/18 (ouvindo um sax tocando Smile - na imaginação)


17/11/2018

Sabe quando não pensamos em como atos simples do nosso cotidiano podem fazer uma diferença enorme em nossa vida se forem suprimidos? Sabe quando fazemos algo de forma quase mecânica, todos os dias, e nem nos damos conta em como tudo aquilo pode ser vital?

Então pense em quando você tem uma cólica abdominal, também conhecida como "dor de barriga", e precisa ir ao banheiro evacuar. Você para pra pensar "olha, uma cólica! Vou parar agora o que estou fazendo, vou ao banheiro, sentar no vaso tranquilamente, vou evacuar, me limpar, esguichar um desodorizador no ar, lavar as mãos e voltar ao que estava fazendo antes da cólica aparecer"? A maioria responderá que não, que isso é bem automático no cotidiano.

Agora vamos mudar a forma de pensar. Imagine as seguintes condições:

- Você precisou retirar parte do seu intestino e agora ele não termina no ânus, mas na sua barriga; (*)
- Você sente essa cólica abdominal mas não possui esfíncter anal (músculo que contrai no ânus e permite que você tenha tempo de encontrar um vaso sanitário para evacuar);
- Como você não possui mais o esfíncter anal, as fezes sairão pela sua barriga sem você poder controlar e esperar chegar até um banheiro;
- Para não se sujar, você precisa usar um dispositivo colado na sua barriga, junto ao pedaço do seu intestino que está exteriorizado ali;
- Esse dispositivo permite que as fezes fiquem condicionadas ali até você conseguir um banheiro para descartá-las;
- Enquanto você não consegue ir ao banheiro, esse dispositivo faz volume, enche de gases, e corre o risco de descolar da sua barriga;
- Ao chegar até o banheiro você precisa esvaziar o dispositivo, deixando que as fezes caiam no vaso sanitário, mas você precisa também lavar esse dispositivo, ao menos um pouco, e nem sempre banheiros públicos permitem essa higienização;
- Esse dispositivo, se não descolar por motivos diversos, costuma ficar bem aderido na sua barriga entre 3 a 5 dias, quando você precisa fazer a troca, descartando o usado;
- E esse dispositivo custa caro, e nem sempre o SUS fornece a quantidade necessária e o tipo ideal para a sua pele, fazendo com que você tenha gastos extras, além de algumas complicações dermatológicas.

Todos esses itens acima fazem parte da vida de uma pessoa ostomizada, que precisa esvaziar e limpar esse dispositivo várias vezes ao dia. E para melhor compreensão:

- O pedaço do intestino que foi exteriorizado na barriga chama-se "estoma".
- Quem tem um estoma abdominal, é um estomizado, ou ostomizado (as duas nomenclaturas são aceitas).
- O dispositivo colado na barriga é chamado de Bolsa de Ostomia.
- Sem a bolsa de ostomia, o ostomizado não teria vida social e nem pele saudável ao redor do estoma, pois as fezes são ácidas e deixariam essa pele machucada. Em várias ocasiões, com feridas doloridas.

Essa é a realidade do dia a dia de um ostomizado. Claro que várias particularidades foram suprimidas aqui, pois o objetivo é apenas mostrar que uma pessoa ostomizada passa por diversas dificuldades, mas uma pessoa ostomizada continua sendo uma pessoa. Uma pessoa com anseios, com dificuldades, com alegrias, com prazeres, com objetivos, com histórias, com tristezas, com esperanças. Uma pessoa ostomizada é uma pessoa normal, que mudou a forma de evacuar, e que, na maioria dos casos, foi o que possibilitou uma continuidade de vida dentro da vida que levava antes.


O ostomizado é enquadrado hoje como deficiente físico (Decreto 5.296/2004, artigo 5º) e isso é uma conquista que merece ser respeitada, pois o ostomizado ainda é alvo de chacotas e discriminação.

Hoje, 16 de novembro, é o Dia Nacional dos Ostomizados, assim definido pela Lei 11.506/2007. Hoje, como qualquer outro dia, é dia de celebrar a vida e a qualidade de vida gerada pela ostomia.

Seja solidário, seja companheiro, seja empático. Qualquer pessoa, seja você, alguém da sua família ou algum amigo pode precisar de uma ostomia amanhã. Em qualquer situação, ostomizado ou não, celebre junto aos outros a vida, sempre a vida.

Leca Castro - 16/11/18

(*) vários são os tipos de ostomia. Acima foi citado um tipo, o de desvio intestinal, apenas para ilustrar.

Sou Enfermeira, ostomizada definitiva desde 2006 e autora do livro "Registros de uma CROHNista. Este texto foi originalmente publicado em http://alemdii.org.br

09/11/2018

Poucas pessoas entendem as gotas de alegria que a vida nos oferece, tampouco as tempestades de tristezas que nos pegam de surpresa e nos encharcam.

Por isso é bom chorar na chuva ou embaixo do chuveiro, porque assim também chovemos por dentro.

Leca - 09/11/18

30/12/2016



Todo fim de ano é a mesma coisa... Cansaço!

Principalmente de pessoas. 

Pessoas que fazem discurso o ano todo e na prática, nem chegam perto do que pregam.

Pessoas que usam palavras em vão, porque desconhecem o real significado, como: amor, família, amizade.

Pessoas que não descem do muro.

Pessoas que prometem, prometem, prometem.

Pessoas que não valorizam. 

Pessoas que desconhecem significado de compaixão e gratidão.

Pessoas egoístas.

Pessoas.

Se você leu até aqui deve ter achado esse pequeno texto cheio de rancor e mágoa. Mas afirmo que não. Só tristeza, desolação, cansaço. De verdade.

Não é por ser fim de ano e começo de outro que as coisas mudam. As coisas só mudam quando as pessoas mudam de atitude. 



31 de dezembro sempre vai existir, ano pós ano. Oportunidades, não.

Agradeço por muita coisa, só não preciso expor isso. Agradeço a Deus através de preces e sentimentos bons em relação aos outros, que por sua vez, me motivam a agir também em relação aos outros. Teoricamente isso volta pra mim.

Filosoficamente, ainda acredito na prática do conhece-te a ti mesmo. Quando aprendo a me conhecer, sei das minhas fragilidades e aprendo a respeitar as fragilidades do outro.

E ainda falando de filosofia e pra encerrar textão/desabafo, deixo pra vocês a lembrança de Sócrates e seus três crivos. Quando for passar algo adiante, examine antes: é verdadeiro? É útil? É bom? Se houver um único "não" nessas respostas, desista.

No mais, comemore... Apenas precisamos lembrar que a vida não é feita apenas disso. A vida é feita do amor que damos. E mesmo que as danadas das pessoas não reconheçam isso, continuem amando. Hoje é certo, mas amanhã... Não.

Bom réveillon!


Leca Castro - 30/12/16

17/09/2016



Não adianta...

Pode o tempo passar, arrastado ou ligeiro, alguns valores íntimos não mudarão jamais. Principalmente quando se acredita que estão relativamente certos (porque o absolutismo no momento é algo só pra soberanice).

Se me dói, pode ser por algumas razões: por orgulho, por egoísmo, por idiotice, por baixa auto-estima, ou apenas por ser doloroso mesmo. E por que não?

E se me dói, chove por dentro. E se chove, fico alagada e seca ao mesmo tempo. Entende? Se entende, aconteceu empatia. Agradeço. Se não entende, espere um dia de chuva por dentro, daquela que não para por um bom tempo. E quando parar, veja se ainda há chuva pra cair e escorrer pelos olhos.

Esses dias marcam, assim como os dias de sol. São dias intensos, onde os extremos tatuam na alma momentos que não se apagam. Sejam eles bons e brilhantes ou ruins e frios. Não importa. Dias assim é que te acordam e te mostram que há vida lá fora, mas que é aqui dentro que as histórias acontecem. O resto é apenas reflexo.



Leca Castro - 17/09/2016


03/05/2016



Quando a mentira é criada com muita convicção, a própria pessoa que a cria se torna sua maior vítima. É necessário tanto esforço pra divulgar uma mentira e deixar rastros pra que ela seja vista como uma verdade, que ela se torna a verdade mais verdadeira ao seu redor.

Por isso desconfio de "verdades" que precisam de propaganda para se manterem. Verdade simples é simples. Não precisa se manter em pé, ela já anda por si só. Não precisa se reafirmar sempre porque ela não tem necessidade de provar nada.


Somos capazes de pensar e tomar decisões, mas não conseguimos distinguir mentiras de verdades. Precisamos observar mais. Onde há muita propaganda, muito esforço em se provar algo, muito holofote em cima... Observe.

A verdade não precisa de provas. Ela é inocente desde sempre. Ela não mente. Observe e verá a razão onde menos espera encontrar.

Leca Castro - 03/05/2016

15/04/2016



Belas, não apenas pelas pérolas que produzem, mas pela esperteza de viverem fechadas para o mundo, as ostras só abrem suas conchas para se alimentarem. E só nesse momento é que algum elemento estranho pode entrar e ser coberto por uma camada de madrepérola, depositado pela ostra, como forma de defesa. E depois de três anos, temos uma pérola.

Assim sou eu e assim são muitas pessoas. Sou ostra. Vivo meus dias fechada e quando me permito absorver algum alimento que venha de fora de mim,o faço por necessidade.



Não sou concha, sou ostra. Vou alimentando meu ser aos poucos e, raramente, algo estranho me toca e destilo minha proteção. Quantas pérolas já produzi? Não sei dizer, mas sei que esse "algo" estranho que me penetra, dali não sai mais.

Coleciono grãos... sou fechada. Preciso ser fechada. O externo me dói e manter defesa sempre armada é cansativo. Por isso vivo apenas dentro. Se abro, é apenas para sobreviver.

Leca Castro - 15/04/2016

14/04/2016


Entendo hoje que, um dia não ser igual ao outro não é apenas o fato de que as horas passam. Quer dizer também que nós mudamos internamente, que nunca somos os mesmos e que cada um de nós é diferenciado.

Significa que a cada dia temos a oportunidade de escrevermos nossa história de forma diferente.

Significa que o tempo faz com que tenhamos uma visão diferente dos fatos em função da vivência que vamos adquirindo.

Significa que depois de um ano inteiro sem direcionar uma palavra ao blog, volto de onde parei. Mas volto refeita de algo. Volto recomençando em outro algo. Mas o que mais importa é que volto.


Meu maior trabalho hoje é aprender a lidar com os "nãos" do meu caminho, mas uma Anja me mostrou (de novo) que posso fazer isso. E farei.

E que esse recomeço seja bem vindo. Sejam bem vindos comigo.


Leca Castro - 13/04/2016

25/05/2015




Livro: REGISTROS DE UMA CROHNista
Autora: Alessandra Vitoriano de Castro
Preço: R$ 35,00 (frete já incluso)




A doença de Crohn, apesar de não ser uma enfermidade rara, é muito pouco divulgada. A autora busca neste livro promover essa divulgação, juntamente com a AMDII (Associação Mineira dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais), entidade fundada por pacientes acometidos pela doença.

A autora, e também paciente, presidiu a AMDII por mais de dez anos, e dessa experiência, surgiu a intenção de compartilhar sua visão, juntamente com outros pacientes e profissionais da área da saúde, sobre os registros do período de adaptação e convivência com a enfermidade, que não foram nada fáceis, mas que poderiam auxiliar a pacientes ou profissionais, para um melhor entendimento sobre a doença de Crohn.

A AMDII foi responsável pelo crescimento pessoal da autora em relação à doença, tendo proporcionado reunir contatos com outras associações e outros pacientes, nos quais contribuíram para outras formas de pensar a abordar a doença.





Alessandra é graduada em Enfermagem pela PUC Minas e tem se dedicado a tratamento de feridas e cuidados em ostomia. Possui uma experiência mais teórica sobre a doença por estudos próprios, participação em Congressos, viagens, reuniões, eventos. 
Sua batalha com a doença continua e, após o término do livro, já passou por mais duas cirurgias, sendo que, em uma delas o estoma foi recolocado no outro lado do abdômen. Sua vida segue com as limitações oriundas da enfermidade, mas seu esforço em melhorar física e emocionalmente continuam.

Em 2020 a autora adquire a formação em Constelação Sistêmica e começa a atuar de forma virtual/online. Mais informações: http:www.lello.net.br 

Para comprar o livro direto com a autora, enviar email para lecavc@gmail.com (haverá cobrança de frete).

31/03/2015

Não se perca em seus próprios valores.

Saiba definir o que realmente é importante e vale à pena na sua vida.

Dê mais valor ao que não é efêmero.

Não deixe que o que for realmente importante pra sua vida vá embora. Nem coisas, nem pessoas.


Com o chegar dos anos você percebe que deixou pra trás o que deveria estar com você hoje.

Tome decisões olhando os dois lados, sempre.

E se um dia, se sentir culpado por alguma escolha errada, tudo bem. Mas se arrependa de verdade pra que a culpa não te consuma. Se possível, resgate isso. Se não, apenas aceite e continue a caminhada.

Na hora da luta pesada, não espere nada de ninguém. Ela é apenas sua, individual. O mérito precisa ser seu. Aceite um colo, um ombro, um ouvido. Mas lute sozinho.

Não se tem essa visão nos tenros anos, na pouca experiência, mas com o tempo você vai deixando o entendimento entrar. E percebe que deixar algo ir é importante. Mas tentar evitar que algo/alguém se vá é mais importante ainda.

Leca Castro - 31/03/2015

25/03/2015


Se é verdade que a vida nos prega peças, prefiro encarar como pequenas lições. Aliás é apenas questão de ponto de vista. E sempre que sofremos um baque qualquer, a culpa não é da vida nem de outra pessoa, é apenas nossa. Só somos atingidos porque permitimos.

A gente se acha muito dono da verdade em relação a sentimentos e comportamentos, mas esquecemos que nossa verdade é relativa. Por isso ela é apenas nossa. A verdade do outro pode ser igual mas também pode ser diferente. E o respeito que deveríamos ter, não é o mesmo que queremos?

E será que vale à pena abrir mão de algumas coisas e pessoas só por não aceitarmos verdades e pontos de vista diferentes dos nossos? É assim que planejamos viver pra sempre? Conquistando e largando? Não reter pessoas é atitude nossa. Deixar ir é aceitar a partida do outro. São coisas diferentes.

Não acredito em atitudes covardes em que as pessoas agem justificando que estão fazendo o melhor "para o outro", sem mesmo consultar esse outro. Donos da verdade? Será que é o melhor mesmo pro outro ou pra si? E digo covarde porque o orgulho é tão imenso que não deixa que a pessoa enxergue um centímetro além.



Não permita que sua vida seja pautada pelo que você pensa apenas. Tente ver o pensamento de quem está com você também. Se coloque no lugar do outro antes de tomar decisões que interferem na vida de pessoas além da sua.

Equilibre sua razão com sua emoção. Pondere. Seja altruísta.

Caridade com você mesmo e com os outros. Sem isso, a vida é vã.

Leca Castro - 25/03/2015

12/03/2015


E quando você acha que já sentiu todas as dores imagináveis, a vida te mostra que o que não falta é dor nova pra sentir. E se é verdade que a dor nos ensina e que evoluímos através dela, eu aceito e agradeço a oportunidade. Mas tem momentos que realmente bate o pânico, o desespero, a vontade de sumir.

Por isso eu digo sempre que me sinto uma estranha nesse mundo, uma ET no meu próprio planeta. Não vejo solidariedade, só vejo pessoas que querem se dar bem, "aproveitar" a vida, ter facilidades em tudo, ser o melhor. Meu conceito de "viver" é muito diferente de tudo isso. É bem mais que existir.

Viver em um ambiente, seja ele virtual ou não, onde uns se preocupam com os outros, onde não há tanta desconfiança, onde se mostrar é um prazer e não uma necessidade, onde os melindres cedam espaço ao entendimento.



Mas os infernos diários que me chegam trazem junto um pouco de desesperança, uma vontade louca de viver em outro mundo. Só queria espelhos humanos, pessoas que refletissem o que penso, que me mostrassem que não sou tão sozinha assim, que ainda existe a esperança em tom verde. Um mundo real, sem tanta raiva, sem tantos "pé atrás", com possibilidades de ações no bem.

Hoje a tristeza tomou conta, como há muito não acontecia. Hoje o choro rolou solto, com testemunhas da minha dor e eu nem me preocupei com isso. Hoje eu fui eu. Pena que foi a minha pior parte que apareceu. A melhor, ninguém ainda quis...

Leca Castro - 12/03/15

10/03/2015

Mais um post da Blogagem Coletiva do Blogs Up. Dessa vez resolvi fazer uma série de perguntas com algumas pessoas que também frequentam o grupo e o tema é INSPIRAÇÃO. Espero que a leitura seja útil pra vocês.

As pessoas que responderam:

Knuckles Tyro, 26 anos, Blog Viiish

Thales, 20 anos, Deveras Sente

Michelle, 18 anos, Navast

Susanne Cabral, 24 anos, Dona Roliça

Jennyfer Aguillar, 17 anos, Little Wonders

Jéssica Rosa, 23 anos, Ideias Esdrúxulas


1- Você precisa de inspiração para criar uma postagem para o seu blog ou é algo que faz naturalmente?

Knuckles - Faço naturalmente, na medida que vou passeando pela internet e vejo algo possívelmente interessante ou engraçado, já me vem na cabeça o que fazer com aquela imagem.

Thales - Não, meu blog é pessoal e normalmente eu escrevo sobre o que sinto ou minha opinião sobre algo então flui naturalmente.

Michelle - A inspiração fica nos pequenos detalhes do espaço em que estou. As vezes faço naturalmente, mas muitas das vezes é algo com inspiração.

Susanne - Geralmente, uso casos da minha vida ou que as meninas que curtem a página me sugerem. Depende muito do meu humor. Minha inspiração pra posts sérios, revoltados ou tristes são em dias que eu to me sentindo mesmo assim, brava, triste, irritada. Pra posts felizes, eu geralmente pego inspiração das meninas que estão sempre comentando e curtindo as minhas coisas. Por sorte, eu tenho leitoras participativas que são quase minhas amigas.

Jennyfer - Depende muito, geralmente eu faço uma postagem naturalmente, mas tem dias que a inspiração simplesmente não vem, aí a gente recorre a uma olhada em outros blogs, procurar diversos assuntos e tentar se inspirar.

Jéssica - Os dois. Têm certos momentos que o tema para minha postagem vem naturalmente na minha cabeça, e tem outros momentos que fico praticamente dependente de algum tema.


2- Em que ou quem você se inspirou para criar o seu blog?

Knuckles - Minha inspiração foi o pessoal do LeNinja (www.leninja.com.br). Tanto o blog quanto o canal, eles são um norte para o que eu e o resto dos meninos queremos fazer com o nosso blog.

Thales - Eu já escrita no tumblr, só quis passar minhas escritas pra outro lugar afinal tumblr é um mundinho muito fechado. Não me inspirei em ninguém.

Michelle - Em mim, na minha vontade. O blog foi mais um desafio que eu me impus. Eu me desafiei a criar uma coisa nova.

Susanne - Eu me inspirei na vontade de passar para outras meninas acima do peso que elas não precisam se menosprezar por isso. Por muito tempo, eu me massacrava por ser gorda, fora dos padrões de beleza, e eu consegui vencer isso e me sentir bem comigo, com meu corpo, me sentir bonita e não ter vergonha de nada. Queria despertar isso em mais mulheres e homens por ai que sofrem porque não estão nos padrões.

Jennyfer - Minha inspiração não vem de nenhuma blogueira e sim de uma amiga muito especial que me apresentou a música que deu origem ao nome do blog, além de me inspirar com o nome, ela também me inspira em textos que eu faço especialmente para o blog.

Jéssica - Bom, comecei graças ao Orkut, lá tinha várias comunidades que o povo ficava postando os seus blogs atualizados, e eu ia entrando em cada blog e ficava cada vez mais interessada em criar um. 



3- Quando vem a inspiração para uma postagem, você se isola ou independe do lugar em que está?

Knuckles - Eu preciso de silencio para organizar a ideia, e montar ela, não preciso me isolar, mas preciso de uns minutos para imaginar a postagem

Thales - Eu escrevo onde eu estiver, no bloco de notas do celular, no micro do trabalho, na faculdade...Onde for.

Michelle - Eu me deixo levar. Independente da onde eu estou. As vezes coloco o fone, e me isolo de tudo. Podem me chamar, gritar mas eu raramente irei dar atenção.

Susanne - Independe. Eu já tinha inspiração até na fila do banco, escrevo rascunhos no celular e depois completo quando posso.

Jennyfer - Independe, mas é importante eu não me distrair,mesmo estando no lugar mais barulhento da casa, preciso sempre anotar uma ideia aqui, outra acolá, ou mesmo já começar a escrever para postar.

Jéssica - Independe do lugar, com o celular na mão eu aproveito a inspiração que estou no momento e fico digitando palavras-chave para futuras postagens.


4-  Você "chama" a inspiração ou espera ela aparecer?

Knuckles - Nenhuma das duas, como eu disse ela está sempre comigo, só precisa de um estímulo, que são as imagens e vídeos da internet.

Thales - Depende, as vezes chamo por que escrever me faz bem, me alivia e preciso desse alivio, as vezes simplesmente deixo acontecer.

Michelle - Wool, e agora. Tudo o que eu vejo eu me inspiro em algo. Não sei se chamo, acho que ... nossa que dificil. Ambas as partes? (risos)

Susanne - Quando são posts de coisas que eu sinto, eu espero aparecer. Quando é de coisas que me pedem pra falar sobre eu vou atrás. Estudo os assuntos e me empenho pra escrever, até porque eu sempre deixo aberto pra quem quiser me pedir mais informações, então gosto de estar bem informada.

Jennyfer - Geralmente ela aparece, ou me persegue kkk, o que quer que seja, eu tenho bastante criatividade, busco sempre inovar e a inspiração vem de todo lugar, mas é claro que às vezes tem que ter um empurrãozinho, aí eu leio um pouquinho, ouço uma música e tudo flui como deve ser.

Jéssica - Os dois. Tem certos dias que a inspiração aparece do nada, e tem outros que eu preciso ficar procurando algo para poder me inspirar.


5-  Você precisa de inspiração para viver?

Knuckles - Ah inspiração é algo que move qualquer pessoa, se sentir inspirado lhe faz correr atras de objetivos, de conseguir coisas, a inspiração não é essencial, mas é importante para sempre se conseguir algo mais! :D

Thales - Viver já é inspirador.

Michelle - Minha inspiração é minha fé de que um dia verei o Senhor como ele é. Então sim.

Susanne - Constantemente. Eu odeio rotina, odeio ficar sempre na mesma, odeio o que fica parado. Todos os dias eu preciso me inspirar pra trabalhar, pra tudo. Quando me falta inspiração, eu desmotivo, fico mal, com preguiça. Preciso de coisas que me despertem a vontade de viver cada dia, que me inspirem a ser melhor diariamente.

Jennyfer - Com certeza, sem inspiração eu acredito que não seria eu mesma, até porque grande parte do que eu faço vem da minha inspiração, aí se eu não tivesse, não seria completa.

Jéssica - Acho que inspiração não é uma necessidade tão importante para  viver. Ela é apenas algo essencial para tornar a vida mais bela e significativa. Digamos que é mais um tempero para vida ficar mais gostosa.


Legal ver as opiniões diferentes, um pouco da intimidade de cada um. Pra mim, a inspiração é como o estímulo que preciso para escrever. Às vezes até quero colocar meus pensamentos na tela, mas falta esse envolvimento. Escrever exige que eu coloque pensamentos e sentimentos em ordem. E nem sempre estou aberta a isso porque sei que pode vir a doer. E a partir do hábito de escrever fui aprendendo a me conhecer mais, passou a ser um exercício quase que diário. Mas nem tudo é publicável (risos).

Agradeço a colaboração do pessoal do Blogs Up e que seus blogs possam, cada vez mais, conquistar seus objetivos!


"Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir 
que ela me encontre trabalhando."
Pablo Picasso


Leca Castro - 10/03/15

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