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10/03/2015

Mais um post da Blogagem Coletiva do Blogs Up. Dessa vez resolvi fazer uma série de perguntas com algumas pessoas que também frequentam o grupo e o tema é INSPIRAÇÃO. Espero que a leitura seja útil pra vocês.

As pessoas que responderam:

Knuckles Tyro, 26 anos, Blog Viiish

Thales, 20 anos, Deveras Sente

Michelle, 18 anos, Navast

Susanne Cabral, 24 anos, Dona Roliça

Jennyfer Aguillar, 17 anos, Little Wonders

Jéssica Rosa, 23 anos, Ideias Esdrúxulas


1- Você precisa de inspiração para criar uma postagem para o seu blog ou é algo que faz naturalmente?

Knuckles - Faço naturalmente, na medida que vou passeando pela internet e vejo algo possívelmente interessante ou engraçado, já me vem na cabeça o que fazer com aquela imagem.

Thales - Não, meu blog é pessoal e normalmente eu escrevo sobre o que sinto ou minha opinião sobre algo então flui naturalmente.

Michelle - A inspiração fica nos pequenos detalhes do espaço em que estou. As vezes faço naturalmente, mas muitas das vezes é algo com inspiração.

Susanne - Geralmente, uso casos da minha vida ou que as meninas que curtem a página me sugerem. Depende muito do meu humor. Minha inspiração pra posts sérios, revoltados ou tristes são em dias que eu to me sentindo mesmo assim, brava, triste, irritada. Pra posts felizes, eu geralmente pego inspiração das meninas que estão sempre comentando e curtindo as minhas coisas. Por sorte, eu tenho leitoras participativas que são quase minhas amigas.

Jennyfer - Depende muito, geralmente eu faço uma postagem naturalmente, mas tem dias que a inspiração simplesmente não vem, aí a gente recorre a uma olhada em outros blogs, procurar diversos assuntos e tentar se inspirar.

Jéssica - Os dois. Têm certos momentos que o tema para minha postagem vem naturalmente na minha cabeça, e tem outros momentos que fico praticamente dependente de algum tema.


2- Em que ou quem você se inspirou para criar o seu blog?

Knuckles - Minha inspiração foi o pessoal do LeNinja (www.leninja.com.br). Tanto o blog quanto o canal, eles são um norte para o que eu e o resto dos meninos queremos fazer com o nosso blog.

Thales - Eu já escrita no tumblr, só quis passar minhas escritas pra outro lugar afinal tumblr é um mundinho muito fechado. Não me inspirei em ninguém.

Michelle - Em mim, na minha vontade. O blog foi mais um desafio que eu me impus. Eu me desafiei a criar uma coisa nova.

Susanne - Eu me inspirei na vontade de passar para outras meninas acima do peso que elas não precisam se menosprezar por isso. Por muito tempo, eu me massacrava por ser gorda, fora dos padrões de beleza, e eu consegui vencer isso e me sentir bem comigo, com meu corpo, me sentir bonita e não ter vergonha de nada. Queria despertar isso em mais mulheres e homens por ai que sofrem porque não estão nos padrões.

Jennyfer - Minha inspiração não vem de nenhuma blogueira e sim de uma amiga muito especial que me apresentou a música que deu origem ao nome do blog, além de me inspirar com o nome, ela também me inspira em textos que eu faço especialmente para o blog.

Jéssica - Bom, comecei graças ao Orkut, lá tinha várias comunidades que o povo ficava postando os seus blogs atualizados, e eu ia entrando em cada blog e ficava cada vez mais interessada em criar um. 



3- Quando vem a inspiração para uma postagem, você se isola ou independe do lugar em que está?

Knuckles - Eu preciso de silencio para organizar a ideia, e montar ela, não preciso me isolar, mas preciso de uns minutos para imaginar a postagem

Thales - Eu escrevo onde eu estiver, no bloco de notas do celular, no micro do trabalho, na faculdade...Onde for.

Michelle - Eu me deixo levar. Independente da onde eu estou. As vezes coloco o fone, e me isolo de tudo. Podem me chamar, gritar mas eu raramente irei dar atenção.

Susanne - Independe. Eu já tinha inspiração até na fila do banco, escrevo rascunhos no celular e depois completo quando posso.

Jennyfer - Independe, mas é importante eu não me distrair,mesmo estando no lugar mais barulhento da casa, preciso sempre anotar uma ideia aqui, outra acolá, ou mesmo já começar a escrever para postar.

Jéssica - Independe do lugar, com o celular na mão eu aproveito a inspiração que estou no momento e fico digitando palavras-chave para futuras postagens.


4-  Você "chama" a inspiração ou espera ela aparecer?

Knuckles - Nenhuma das duas, como eu disse ela está sempre comigo, só precisa de um estímulo, que são as imagens e vídeos da internet.

Thales - Depende, as vezes chamo por que escrever me faz bem, me alivia e preciso desse alivio, as vezes simplesmente deixo acontecer.

Michelle - Wool, e agora. Tudo o que eu vejo eu me inspiro em algo. Não sei se chamo, acho que ... nossa que dificil. Ambas as partes? (risos)

Susanne - Quando são posts de coisas que eu sinto, eu espero aparecer. Quando é de coisas que me pedem pra falar sobre eu vou atrás. Estudo os assuntos e me empenho pra escrever, até porque eu sempre deixo aberto pra quem quiser me pedir mais informações, então gosto de estar bem informada.

Jennyfer - Geralmente ela aparece, ou me persegue kkk, o que quer que seja, eu tenho bastante criatividade, busco sempre inovar e a inspiração vem de todo lugar, mas é claro que às vezes tem que ter um empurrãozinho, aí eu leio um pouquinho, ouço uma música e tudo flui como deve ser.

Jéssica - Os dois. Tem certos dias que a inspiração aparece do nada, e tem outros que eu preciso ficar procurando algo para poder me inspirar.


5-  Você precisa de inspiração para viver?

Knuckles - Ah inspiração é algo que move qualquer pessoa, se sentir inspirado lhe faz correr atras de objetivos, de conseguir coisas, a inspiração não é essencial, mas é importante para sempre se conseguir algo mais! :D

Thales - Viver já é inspirador.

Michelle - Minha inspiração é minha fé de que um dia verei o Senhor como ele é. Então sim.

Susanne - Constantemente. Eu odeio rotina, odeio ficar sempre na mesma, odeio o que fica parado. Todos os dias eu preciso me inspirar pra trabalhar, pra tudo. Quando me falta inspiração, eu desmotivo, fico mal, com preguiça. Preciso de coisas que me despertem a vontade de viver cada dia, que me inspirem a ser melhor diariamente.

Jennyfer - Com certeza, sem inspiração eu acredito que não seria eu mesma, até porque grande parte do que eu faço vem da minha inspiração, aí se eu não tivesse, não seria completa.

Jéssica - Acho que inspiração não é uma necessidade tão importante para  viver. Ela é apenas algo essencial para tornar a vida mais bela e significativa. Digamos que é mais um tempero para vida ficar mais gostosa.


Legal ver as opiniões diferentes, um pouco da intimidade de cada um. Pra mim, a inspiração é como o estímulo que preciso para escrever. Às vezes até quero colocar meus pensamentos na tela, mas falta esse envolvimento. Escrever exige que eu coloque pensamentos e sentimentos em ordem. E nem sempre estou aberta a isso porque sei que pode vir a doer. E a partir do hábito de escrever fui aprendendo a me conhecer mais, passou a ser um exercício quase que diário. Mas nem tudo é publicável (risos).

Agradeço a colaboração do pessoal do Blogs Up e que seus blogs possam, cada vez mais, conquistar seus objetivos!


"Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir 
que ela me encontre trabalhando."
Pablo Picasso


Leca Castro - 10/03/15

04/03/2015

Mais um tema da Blogagem Coletiva do Blogs Up. Dessa vez é sobre o cuidado...

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Desde pequena, sempre me senti a protetora dos meus coleguinhas. Tomava conta pra que não se machucassem e ficava brava quando eram descuidados. E fui assim também com meu irmão, meus pais, meus avós, primos. todos em geral.

À medida que fui crescendo aprendi a cuidar de mim, mas continuava com a preocupação com os outros, apenas era mais forte com quem realmente eu me importava. Eu tinha 19 anos e no serviço já me chamavam de "mãezona". Era um apelido carinhoso e eles sabiam que podiam contar comigo.



Claro que nem todos entendiam meu cuidado e me julgavam, pensavam ter um interesse por detrás, achavam que era um jogo pra aparecer, chamar a atenção ou até mesmo, pra conquistar. E nunca foi. Até pra com quem eu gostava (romanticamente falando) eu agia da mesma forma, mas de um jeito mais particular.

E hoje, mesmo sendo mãezona de verdade (tenho uma filha), ainda tenho esse hábito de querer cuidar dos outros. Mas tento fazer isso mais na prática do que na palavra. E se eu não posso cuidar na prática, reforço mais a palavra. Mas a verdade é que eu me preocupo mesmo, principalmente com as pessoas que amo.

Então, se eu digo "cuide-se", pode saber que me preocupo e gosto de você. Que é preciso que se cuide porque você é muito importante pra mim. Sem exageros e sem dramas. Porque se eu pudesse, eu mesma cuidaria.

Cuidem-se.

Leca Castro - 04/03/15

03/03/2015

Mais um tema da Blogagem Coletiva do grupo Blogs Up que participo. Dessa vez escolhi a palavra "chuva", e vou usar um texto antigo que, como a chuva, me cai bem no dia de hoje:

O tempo vai se esgotando... se esvaindo como a água da chuva que procura pelo bueiro enlameado. Quando olho para trás vejo os tempos idos, as conquistas e derrotas, as mágoas e alegrias, as vivências e aspirações, e vejo que passou. Claro que muita coisa ficou, mas esse tempo continua e não me dá tréguas.

Quando olho para frente vejo pouco tempo. Escasso, minguado, com mais sofrimentos e angústias, mas com menos problemas novos. O tempo que resta ainda está por chover e assumo que tenho medo. Não sei o que esperar dessas águas que estão por vir, se serão garoas ou tempestades, se irão refrescar ou causar estragos.

E quando o tempo realmente acabar, por mim tudo bem, isso não me incomoda. Essa passagem das estações chega a ser um refrigério a esse corpo cansado e essa alma angustiada. Não... não venham me dizer que preciso parar de pensar no tempo que fará amanhã ou no tempo que fez ontem. É inevitável quando se chega nesse estágio, quando a primavera já se foi, o verão causticou e o outono já está consumado. As folhas estão no chão e não irei catá-las, prefiro que a chuva varra e leve com ela toda essa natureza morta. Preciso me preparar para o inverno... não quero acordar no frio como a cigarra...

Leca Castro - 23/10/11

25/02/2015

Outro tema sugerido para a Blogagem Coletiva do Blogs Up foi música. Resolvi então fazer uma pequena playlist de músicas meio que desconhecidas para a maioria dos leitores desse blog. Músicas que são mais da minha adolescência e são daqui de Minas. Apresento a vocês alguns trabalhos legais do Clube da Esquina.

Aqui Flávio Venturini faz um paralelo entre moço/estrada, homem/sonhos, passo/aço. Flávio fez parte do grupo 14 BIS que ainda existe.

Clube da esquina II



Essa me toca de forma indescritível. Milton Nascimento e Flávio Venturini cantam e palavras como nasce, arde, sede... me matam.

Música Nascente


Sem ter você... Uma das primeiras que aprendi a tocar no violão.

Quando Te Vi - Beto Guedes


Medo de amar... não rriscar. Beto Guedes define o medo de amar de uma forma que me faz pensar sempre, até hoje.

O Medo de Amar é o Medo de Ser Livre - Beto Guedes


Além de ser uma música gostosa de ouvir e dançar, mexe comigo quando diz "fazendo acontecer"

Quem sabe isso quer dizer amor - canta Milton Nascimento


Ao ouvir reflito no "coisas por dizer". Lô ainda tem o dom.

O Trem Azul - Lô Borges


Aproveitando o Lô, mais uma dele. Pó... madrugada... um convite!

Nuvem Cigana - Lô Borges


Milton dá um show nesse vídeo onde ele se apresenta em Montreal. O que era negro anoiteceu (e que falsete!)

San Vicente - Milton Nascimento


E aqui uma interpretação do 14 Bis. Temer apenas o correr da luta...

Caçador de Mim


Queria, devia, podia, consegue. Palavras que me tocam nessa música pelo significado que possuem no contexto.

Tudo Que Você Podia Ser - Lô Borges


Espero que tenham curtido. Música faz parte de mim e o repertório que gosto é mais antigo mesmo. O Clube da Esquina é fantástico, vale à pena conhecer. Deixo, abaixo, algumas palavras sobre esse pessoal:

"É uma pena que o mundo hoje sofra dessa miopia muito grande, de não enxergar muita coisa além de três palmos à frente do nariz, só o espalhafato, só o exagero, só a presepada. A gente está condicionando muito o nosso olhar para isso e conseqüentemente, não reconhecemos as sutilezas, as metáforas. E o Clube é cheio disso, cara."
(Samuel Rosa)

"Dizem que o Clube é do mundo. Ele saiu daqui para o mundo, realmente. Ele primeiro trouxe pra dentro pra depois levar de novo."
(Cláudio Venturini)

18/02/2015


Um dos temas sugeridos do projeto Blogagem Coletiva, do grupo Blogs Up, foi "Liberdade". Achei bem pertinente e resolvi escrever a respeito.

Muito se fala e pouco se faz quando a questão é liberdade. Eu poderia discorrer aqui da concepção dos jovens, ou da liberdade política, ou das várias frentes de protesto sobre os mais diversos assuntos. Mas quero mesmo é falar da liberdade no geral.

A liberdade não é algo que você nasce com ela, ou que por viver em um país democrático já a possui automaticamente. Ela precisa ser conquistada. O pai precisa confiar no filho, o chefe precisa conhecer seu trabalho, o professor precisa saber do seu rendimento, e por aí vai.

Por isso muitos a confundem com libertinagem. Por isso temos mulheres desfilando praticamente nuas em um protesto com cartazes dizendo que o corpo é delas e que ninguém tasca. Oras... claro que a ocasião faz o ladrão. Um erro não justifica o outro, mas liberdade não é isso.

Liberdade é você poder fazer escolhas, mas se responsabilizar por elas. Não é sair por aí fazendo o que der na telha. É preciso não ocupar o espaço do outro, que também tem liberdade. É alçar voo até onde suas asas aguentarem, mas saber controlar a descida pra não se esborrachar no chão.

Seja livre. Ajude o outro a ser livre também. Faça suas escolhas e aprenda a viver com as consequências delas. E durante esse processo de ser livre, liberte sua alma do que te prende. Seja livre de corpo e alma.

Leca Castro - 18/12/15

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