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13/12/2012

Uma precisão urgente de um desabafo, mas de um sentimento de outro dia. Ficou preso, ficou entalado. Ele não desce porque sempre volta, sempre se faz presente mesmo que se ausente às vezes. É que por momentos não me sinto necessária. Por horas, por dias, até por meses. Por ora, nessa hora estou assim. Sei de meus valores mas não acho que sou insubstituível, muito menos importante. E não é uma cuspida amarga na intenção que me digam o contrário. Nessas ocasiões nenhuma palavra convence. Nenhum argumento é forte. E nenhuma atitude acontece. Ouvi, há pouco mais de um ano: "você me é necessária". E sabe o que aconteceu? De tão necessária fui largada e esquecida. Palavras soltas. Palavras não ditas. Palavras mal ditas. Malditas.

Leca Castro - 13/12/12

06/11/2012

Você sempre dá um jeito de ir. Sua inconstância é uma característica, não tem relação com a idade ou convivência. Você é assim. Não sei se por simples opção ou por não suportar a pressão de compromissos. Aprendi, com o tempo, que o que importa não é quando você vai, mas ter sido suficiente pra você enquanto estava comigo. Só assim tenho como garantida a sua volta. Por isso cuido da nossa relação com carinho e te trago comigo com as mãos em forma de concha. Vá. Cuide de você, respire e faça o que precisa. E volte sempre. Pra mim.

Leca Castro - 06/11/12

01/11/2012

Sou tão estupidamente tola que não consigo sair fora do círculo vicioso que tanto me machuca. Já não consigo dormir por duas horas seguidas à noite. Acordo com o coração aos pulos e pensando em você. E pra dormir novamente demoro mais uma infinidade de minutos. E você parece nem perceber. Ou não se importa. A verdade é que posso me desligar de tudo que me une a você, mas todos os dias o que mais tento é me ligar cada vez mais. Por quê? Ou sou masoquista e não quero admitir ou sou masoquista. É sério, não vejo outra lógica em agir da forma como venho agindo. É como um câncer que vai comendo por dentro, doendo cada vez mais, aumentando cada vez mais e enraizando cada vez mais. Há remédio, eu sei que há. A única explicação que vejo - depois do masoquismo, claro - é que minha vida é vazia, um poço sem fundo, onde mergulhar beira a loucura de um não fim. Se te tiro de mim, o que me sobra? Eu? Mas sou tão desinteressante que minha vida seria pra lá de aborrecida. E sem expectativas. Sem objetivos agudos, de curto prazo. E viver só de prazos estendidos não é motivador. Onde achar então o prazer no hoje, no agora? Juntando minhas limitações só consigo ver meu presente como uma etapa a ser concluída. Sem emoções, sem atrativos, sem motivos. E viver assim não seria o mesmo que cair da mesma forma no poço sem fundo? A diferença é que eu cairia sem esperanças e sem vontade de voltar à superfície. Voltaria pra quê? Pra mergulhar de novo amanhã? E depois de novo? Viver para cumprir tempo não é viver. É cumprir penitência. Prefiro pagar meus erros com pequenos infartos pela madrugada. Eles doem, mas sinalizam que ainda posso sentir. Eles me enfraquecem mas me enchem de esperanças. Eles me matam aos poucos mas eu já morro um tanto todos os dias quando mergulho no poço. Eu morro um bocado a cada dia desde que nasci.

Leca Castro - 01/11/12

05/10/2012

Em qual noite a gente se perdeu? Qual dessas madrugadas insones marcou nossa partida? Ainda vou até a janela esperando que você mande um recado pela lua e que diga que está voltando. Bem sei que voltas são complicadas, há que se renunciar muita coisa. Mas ainda tenho esperanças de que ache que valha a pena. Que a gente é algo que vale a pena reviver. Que vale a pena sentir de novo sem ressentimentos. Que vale a pena recomeçar e fazer que dê certo. Crescemos. Não somos os mesmos de outrora. Vivemos. Sentimos (até demais). Tivemos momentos felizes. E de tristezas. Sorrimos. Sofremos. Claro que não somos os mesmos. Que isso sirva de estímulo para que me procure novamente. Porque eu não mais baterei por aí. Foram tantos "nãos" que mais um e sou capaz de não conseguir me erguer novamente. Já não é mais o orgulho. É desesperança. Sei que cresci e muito aprendi. Até me conheço melhor e descobri os valores que tenho. As imperfeições? Continuam, algumas de forma mais branda. Mas não mais abrirei mão de saber do meu lugar no mundo, no seu mundo, no meu mundo. Quero apenas que "mais uma chance" se aplique a nós. E que seja em breve, pois o tempo não é mais aliado, virou vilão. E só você para ser o mocinho da nossa história e encerrar esse duelo de vez. Chega de postergar. Esse é mais um texto que sai rasgando. Sangrando. Volte?

Leca Castro - 05/10/12

08/09/2012

A sua distância não é igual à minha. 
Pra você, eu estou longe. 
Já pra mim, você está dentro.


Leca Castro - 02/09/12


Eu te vejo voltando, aos poucos. Mas não vou fazer com que apresse o passo. Dessa vez será no seu tempo e do seu jeito, já que todas as minhas tentativas anteriores foram frustrantes. E, além disso, tem a chance de que eu possa estar enganada e você não esteja realmente voltando para mim. Sempre li você me colocando como a personagem dos seus textos, lembra? E ainda faço isso, mesmo sentindo que é delírio de minha parte. Mas dessa vez não pretendo errar e dar passos em falso. Se realmente for pra mim, na intensidade que venho sentindo, você há de chegar. Eu espero.

Leca Castro - 13/08/12


O que eu realmente queria, de verdade, é que lesse todos os textos que dedico a você. Não criei uma tag específica apenas para que tenha seus textos organizados e fáceis de achar, não. Foi uma tentativa para que um dia, descubra essa marcação e leia-me por inteiro. Descubra em cada linha (e entre elas) tudo que pensei naquele determinado dia e o que senti no exato momento em que escrevi para você. Não tenho mais o dom da fala, habito esse tempo que dispomos com o que não estou sentindo. Sinto barreiras e a voz falha. Silêncios acontecem e não sei ocupá-los com o que seria, para mim, um alívio. Para você? Não sei dizer… Por isso escrevo. Por isso despejo palavras manuscritas e digitadas. Ao menos elas não se perderão no vento e nem na distância que nos separa. Mas se um dia descobrir-se aqui, faça com que eu saiba. Passarei a escrever um outro tanto que pertence ainda apenas a mim. Será como se me descobrisse novamente. Será como se estivéssemos começando. De novo.

Leca Castro - 17/07/12


Eu não sinto mais aquele ardor de antes. Aquela febre. Aquela quentura. Eu sinto bem menos. Bem menos do que eu gostaria de sentir. Bem menos do que antes eu era capaz. Não tenho mais aquela sensação quando leio as palavras. Aquela sensação de que me perco e não pretendo ser achada. Aquela sensação que outrora fazia aparecer em meus olhos um brilho singular, cada vez um brilho diferente. Hoje me ajoelho e vou catando cacos, pedaços que não mais se encaixam. Vai ficando tudo torto num mosaico feio, indefinido, descolorido. São tantos cacos que demoro a levantar e não consigo mais ficar ereta, a coluna entorta e o peso… o peso pesa. Eu não sinto aquele ardor de antes. Eu sinto bem mais do que suporto sentir agora. Eu sinto bem mais do que deveria sentir. Eu sinto muito.

Leca Castro - 15/06/12


Tudo aqui está um caos. Tudo em mim se revirou. Não precisava reaparecer e fazer todo esse estrago. Nossos caminhos se desencontraram lá atrás e assim deveria estar até hoje. Por que voltou? Seguir adiante era em linha reta, sem curvas, mais seguro. Precisava preencher seu espaço, eu preenchi. Bastou que despontasse na esquina para sentir que o vazio deixado ainda bate acelerado…

Leca Castro - 18/06/12


07/09/2012

Há diversas formas de ficar na vida de alguém. 
E também há várias maneiras de sair. 
Quem quer, permanece.


Leca Castro - 14/06/12


Acho que finalmente entendo o por quê de doer dessa maneira. Foi tanta exposição, tanta sinceridade, tantos estímulos, tanta descoberta, tanta cumplicidade, que ver isso escorrer sem nem saber o motivo, destroça algo por dentro. E então descubro que palavras são frágeis e se perdem facilmente. Confiar não é dizer que confia. Confiar é ficar junto mesmo quando tudo te faz desacreditar. Amar não é dizer que ama. Amar é voltar porque descobriu que ir embora foi o passo mais errado desse amor. E arrepender não é pedir perdão. Arrepender é entender todo o mal que se fez e sentir a mesma dor que fez doer. E foi pela falta disso tudo que doeu forte. E ainda dói…

Leca Castro - 13/06/12


Eu não sei o que pretende…
Não sei mais o que fazer,
Nem como fazer.
Então me recolho e encolho.
Por que não vem?


Leca Castro - 13/06/12
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