08/09/2012

Que a tristeza inspira, fato é. Mas não aprecio muito expandir essa prática em mim. Não penso que devo contagiar alguém com sentimentos negativos, por vezes abarrotados de tristezas concretas. Tão concretas que se expulsam pelo corpo, pela pele, pelo suor. Tão grandes que não cabem em si. Nem em mim. Tão duras que não há esperanças que amorteçam um único dia. Tão doídas que transbordam pelos olhos e me cegam da beleza do anoitecer. Muitas culpas guardadas, muitos perdões não praticados, muitas dores não curadas. Falta de abraços e de mãos. Uma mão, o bastante. E retomo ao início, à tristeza. Falar banalidades torna-se supérfluo e desgastante. Quero apenas silêncios compartilhados. Quero quem emudeça comigo e entenda um único olhar. Ou uma frase entre tantas. Me abraço.

Leca Castro - 27/07/12


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